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CIDADES
Sábado, 19 de Junho de 2010, 13h:42

Estrutura não tem problemas estruturais

Projetado pelo engenheiro Cássio Veiga de Sá, o Edifício Maria Joaquina foi construído pelos irmãos Filogônio (Filó) Teodoro e Braulio Ribeiro. O nome é uma homenagem a mãe deles que, conforme registro histórico, morreu um dia depois da inauguração do prédio. A história revela ainda que os irmãos Ribeiro tentaram construí-lo com recursos próprios, mas, na metade da obra, precisaram de ajuda e recorreram ao então senador Filinto Müller e a Antonio Nadaf, que respondia pela direção do Banco da Amazônia em Mato Grosso, obtendo, assim um financiamento. Essa, porém não era a única dificuldade da execução da obra. Como se tratava do primeiro edifício, os irmãos tiveram de buscar azulejistas e ferreiros, por exemplo, em São Paulo. Apesar das mais de quatro décadas de uso, o Maria Joaquina está em ótimas condições. Não apresenta rachaduras, infiltrações ou outros problemas comuns. Os quatro elevadores estão sendo substituídos por equipamentos mais modernos, dois novos já estão funcionando. Erguido em uma época em que a cidade tinha uma pequena frota de carros, o engenheiro responsável e seus proprietários não pensaram em estacionamento, assim como ocorreu com edifícios comerciais centrais, entre os quais os antigos hotéis Excelsior e Fenícia, na avenida Getúlio Vargas. Na verdade, como eram poucos os veículos, os moradores tinham a frente do edifício, o entorno da praça e as ruas vizinhas livres para estacionar seus carros. Agora, dispõe apenas de um espaço de embarque e desembarque na porta que, mesmo demarcado, constantemente é ocupado irregularmente por outros motoristas. Desde que deixar os carros nas ruas próximas tornou-se um problema, os moradores passaram alugar vagas como mensalistas em estacionamentos privados vizinhos. (AA)

Edição EDIÇÃO 16962




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