Medida respaldada em lei para melhorar trânsito na área central de Cuiabá ainda depende de sinalização nas vias. SMTU garante 10 fiscais
RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A prefeitura se comprometeu em iniciar o controle sobre o tráfego de veículos pesados no Centro da cidade em até 45 dias. É o segundo prazo anunciado pela Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), que em março também havia estipulado 45 dias para fiscalizar a circulação desse tipo de veículo. O titular da Pasta, Edivá Alves, afirmou ontem que o prazo é necessário para terminar de sinalizar a Zona de Área Central (ZAC) de acordo com a Lei municipal 205/2009, que restringe a circulação dos pesados no Centro com objetivo de agilizar o trânsito já conturbado. Dentro deste novo prazo, a prefeitura deve receber os semi-pórticos, as placas que indicarão a restrição aos pesados nos trechos centrais determinados pela lei municipal (perímetro traçado entre as avenidas do CPA e XV de Novembro). Instalada a sinalização, serão dispostos fiscais de trânsito exclusivos para o controle de acordo com a lei. Pelo menos dez fiscais estarão direcionados somente para este tipo de fiscalização, diz a SMTU. A restrição ao tráfego dos pesados é uma das grandes necessidades de Cuiabá para impedir que seu trânsito se complique ainda mais, o que vem sendo provocado pelo crescimento da frota. O problema só aumenta com a circulação dos pesados. O exemplo mais representativo é a 13 de Junho, onde caminhões atravancam o trânsito e estacionam na frente dos estabelecimentos comerciais para realizar carga e descarga. Flagrantes assim são vistos diariamente em regiões como o Centro Histórico e em vias como a Barão de Melgaço, Prainha, Cândido Mariano e outros. Com a lei, os pesados (considerados os veículos de quatro a 16 toneladas) passam a ter de respeitar um horário das 20h às 6 horas para poder circular nas áreas. Caso desobedeçam, os condutores ficam sujeitos a multa. Tal controle foi defendido pelo Diário numa série de matérias especiais em março sobre medidas baratas que poderiam melhorar o trânsito da Capital. Entretanto, empresas como as de construção civil têm discutido com a prefeitura a possibilidade de flexibilizar as restrições aos pesados. O Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon) teme que a atividade seja prejudicada, assim como a de outros setores com logística similar. Sobre este ponto, o secretário Edivá Alves afirma que, na aplicação da lei em Cuiabá, não vamos afrouxar, mas também não vamos radicalizar, acenando para a possibilidade de autorizações especiais e com prazo de validade para que alguns veículos possam continuar circulando em determinadas áreas e em determinados horários. Mas cada situação é uma negociação, pondera.