CIDADES
Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009, 23h:40
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AMANZÔNIA
Estado tem queda no desmatamento de 18%
Quem aponta é o boletim do Imazon, quanto ao período de 4 meses, entre agosto e novembro desde ano, comparado com 2008. Cinco Km de área devastada
Se você acha que viver 70 anos é pouco em relação à expectativa de vida do brasileiro que ultrapassa os 80 anos, imagine em termos de floresta. Pois esse é o tempo que áreas desmatadas de florestas tropicais levam para dar passos consistentes em sua recuperação. Perto de quatro meses, esse tempo parece uma eternidade. De acordo com os dados analisados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que foram divulgados ontem, em quatro meses Mato Grosso conseguiu reduzir em 18% o desmatamento da Floresta Amazônica em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados se referem aos meses de agosto a novembro, os quatro primeiros meses do calendário oficial do desmatamento. Pelo Imazon, o Estado caiu para terceira posição no mês de novembro, tendo desmatado 5 quilômetros quadrados, ou 6% do total registrado no período. À frente de Mato Grosso estão o Pará e o Amazonas, que desmataram 51 e 8 quilômetros quadrados, respectivamente. Segundo o Imazon, em novembro foram desmatados 75 quilômetros quadrados de floresta. Isso significou um aumento de 21% em relação a novembro de 2008, quando a derrubada foi de 61 quilômetros quadrados. Em termos absolutos, o Pará lidera o ranking do desmatamento acumulado com 408 quilômetros quadrados, seguido por Mato Grosso (101 quilômetros quadrados), Rondônia (93 quilômetros quadrados) e Amazonas (90 quilômetros quadrados). Os dados do Maranhão não foram analisados pelo Imazon. O instituto divulga todos os meses os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que é da própria Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O Ministério do Meio Ambiente, que tem metodologia diferenciada, acompanha os dados por meio do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Minc discorda dos dados e reafirma que o desmatamento da Amazônia Legal segue diminuindo. De acordo com o Imazon, essa discrepância entre números ocorre porque o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) avalia apenas o corte raso, com a retirada de toda a floresta, enquanto o Deter, do INPE, leva em consideração também a taxa de degradação progressiva. Os dados que estimam o tempo de recuperação de florestas tropicais foram definidos por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), de Piracicaba, do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental (PA).