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CIDADES
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008, 20h:51

BANALIZAÇÃO

Era cuiabano rapaz morto com 1 tiro no trânsito de São Paulo

Alexandre, de 18, foi baleado na nuca por motorista local

ALECY ALVES
Da Reportagem
Era cuiabano e ex-aluno do Colégio Salesiano São Gonçalo o estudante que morreu após uma discussão banal de trânsito na avenida Engenheiro Arruda Pereira, na região do Jabaquara, zona sul de São Paulo, na noite da última sexta-feira. Alexandre Andrade Reyes, de 18 anos, estava de carona no carro, um Corsa, do colega Fernando Darson Pereira, quando recebeu o tiro na nuca disparado pelo motorista de um veículo modelo Montana, de cor vermelha, ainda não identificado. A morte dele foi amplamente divulgada pela imprensa nacional e chocou a opinião pública pela brutalidade do agressor. Nascido em Cuiabá, filho de Taís Andrade e Heitor Geraldo Reyes, Alexandre morava há quatro anos em São Paulo. Ele vivia com a mãe e irmãos na capital paulista desde a separação dos pais, mas habitualmente vinha a Cuiabá passar as férias ou feriados prolongados em casa de parentes. O estudante se preparava para o vestibular e já havia escolhido a carreira que queria seguir. Ele sonhava em ser engenheiro mecânico, mas há seis meses trabalhava em uma empresa promotora de eventos. Em Cuiabá, ainda abalada com a morte do sobrinho, Linda Reyes desabafou: “nada vai tirar essa dor que estamos sentido, mas queremos identificar e responsabilizar criminalmente o autor desse crime bárbaro”. O pai de Alexandre e o primo, Danilo Antônio Reyes, filho de Linda, participaram do enterro em São Paulo. Danilo retornou a Cuiabá, enquanto Heitor Reyes permanece em São Paulo, onde hoje pela manhã participará do programa “Mais Você”, da Rede Globo, apresentado por Ana Maria Braga, para falar sobre o assassinato do filho. Alexandre, que recentemente havia ganhado um carro de presente da mãe, saiu com o colega Fernando e mais um amigo para visitar uma amiga que acabara de chegar do hospital com o filho recém-nascido. Como ele ainda não havia recebido a carteira de motorista, a mãe não o deixou sair no carro dele. Linda Reyes contou que como mãe sofreu com a morte da menina Isabella Nardon sem nunca imaginar que algo tão terrível pudesse abalar sua família. Mesmo com as preocupações comuns das mães, Linda observou que todos acham que essas tragédias só acontecem com os outros. “É difícil entender como uma pessoa pode agir com tanta agressividade diante de uma ocorrência tão simples”. Ela lembrou que os carros nem chegaram a se chocar. O Corsa apenas encostou na traseira do Montana quando o veículo reduziu a velocidade, perto de um quebra-molas, mas isso foi suficiente para irritar o motorista, que desceu armado do carro. Ele discutiu com o colega de Alexandre, agrediu o rapaz e disparou contra ele, mas errou o alvo. A família espera que as imagens gravadas por uma câmera próxima ao quebra-molas possam ajudar a identificar o suspeito. As testemunhas conseguiram anotar parte da placa do carro. Um colega de Alexandre chegou a perseguir o criminoso, mas ele bateu o carro em um poste e fraturou o nariz. Nesta quinta-feira, às 19 horas, parentes e amigos se reunirão para a missão de sétimo dia em homenagem ao estudante, na Igreja Nossa Senhora da Guia (avenida Fernando Correa da Costa).

Edição EDIÇÃO 16963




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