CIDADES
Quinta-feira, 21 de Junho de 2012, 22h:34
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SAÚDE
Enfarte: qualquer um está sujeito a ele
Campanha Coração Alerta quer reduzir os índices de doenças cardíacas no Brasil; homens continuam sendo as principais vítimas do problema
LAURA NABUCO
Da Reportagem
Tidas com mal característico da velhice, as doenças cardíacas são alvo da campanha Coração Alerta, que pretende conscientizar a população para as causas do enfarte. O objetivo é ressaltar que qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, está sujeita a um ataque do coração. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a cada cinco minutos uma pessoa no Brasil morre vítima de enfarte. No total são mais de 80 mil óbitos por ano. Diante dos dados, a campanha busca incentivar uma maior procura por acompanhamento médico e reduzir as estatísticas. Conforme o cardiologista Marcelo Sandrin, o principal fator de risco é a idade. Apesar disso, ele alerta que os jovens não estão livres de problemas no coração. Esses dias atendi um rapaz de 18 anos que tinha um quadro já considerado grave, conta. Segundo Sandrin, quando se trata de enfarte, os homens estão duas vezes mais expostos aos riscos que as mulheres. Primeiro por questões hormonais, segundo por hábitos culturais. Só por ser homem o sujeito já está em desvantagem. Além disso, tem a história do super-homem, que entre os 12 e 30 anos nunca tem nenhum problema, por isso não procura o médico, explica. Apesar dos casos de enfarte estarem diretamente relacionados a doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, o médico ressalta que patologias mais raras e de difícil detecção também podem acelerar o desenvolvimento de doenças cardíacas. Por isso é importante ter um acompanhamento periódico de toda a saúde, não só do coração. Sandrin aponta que entre os fatores de risco o mais grave é o cigarro. Fumantes estão 20 vezes mais aptos a sofrerem um ataque cardíaco. O estresse, sedentarismo, obesidade aparecem logo em seguida. A bebida, que, ingerida em grandes quantidades, também contribui para eventuais enfartes, por sua vez, pode ser uma aliada. Segundo Sandrin, em doses controladas, o álcool contribuiu para a regularização da pressão arterial. Não é beber com moderação. É beber o mínimo possível, alerta.