CIDADES
Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 20h:52
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ENSINO SUPERIOR
Enade reprova 38%
Mato Grosso superou a média nacional e teve 56 cursos com notas abaixo do considerado aceitável pelo MEC
YURI RAMIRES
Da Reportagem
Trinta e oito por cento dos cursos superiores de Mato Grosso foram reprovados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A porcentagem alcançada no Estado está acima da média nacional, que é de 30% de reprovação. Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), 148 cursos participaram da avaliação, dos quais 56 tiveram notas abaixo do considerado aceitável, 1 e 2. O resultado do Enade foi divulgado ontem pelo MEC. As provas valem entre 1 e 5, sendo que as faculdades que conseguiram nota entre 3 e 5 são tidas como satisfatórias. A avaliação ocorre quando os estudantes ingressam nas faculdades e quando concluem os cursos. Só em Mato Grosso, 43 instituições que oferecem o curso de Administração foram avaliadas. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentou o conceito 4, a Universidade do Estado de Mato Grosso(Unemat) tirou 3 e a Universidade de Cuiabá (UNIC), no campus Cuiabá, 3. Outros 23 cursos tiveram conceitos abaixo da média. Dois cursos de Administração ofertados pela Unic, sendo eles no campus de Diamantino e de São José do Rio Claro, apresentaram o conceito 1. Dos 34 cursos de Ciências Contábeis avaliados, 12 apresentaram notas abaixo da média, entre eles o ofertado pela Faculdade Anhanguera de Cuiabá. O curso da instituição teve média 1 e está entre os piores do Estado. Direito apresentou seis cursos abaixo da média, em um total de 25 cursos avaliados. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, Maurício Aude, o resultado é preocupante. Não falo direcionado a nenhuma instituição, mas o resultado é muito preocupante e isso está influenciando diretamente no resultado do exame da ordem, contou. Segundo o presidente, Mato Grosso vem apresentando um baixo índice de aprovação no exame. Aude defende que a formação precisa ser eficiente desde o começo, ou seja, no início do aprendizado. O ensino jurídico precisa ser melhorado. Precisamos valorizar o profissional de ensino. Mas hoje em dia, instituições trocaram os professores por computadores, acrescenta Aude. Visando acompanhar o ensino nas instituições, a OAB criou um grupo que irá buscar soluções para o ensino do jurídico. SALDO POSITIVO - O resultado foi positivo para 78 instituições, entre elas a UFMT, que teve dois cursos com nota máxima, 5, sendo eles o de Direito e o de Ciências Contábeis. O curso de Secretariado Executivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFET-MT) também apresentou conceito máximo. OUTRO LADO - A reportagem entrou em contato com a direção da Faculdade Anhanguera e foi informada de que o diretor estava em reunião e até o fechamento da matéria, ele não retornou a ligação. Já na Unic de São José do Rio Claro, ninguém atendeu ao telefone.