Ao procurar ontem à tarde o empresário Armando de Oliveira, a reportagem foi informada que ele estava em Florianópolis (SC) participando de um simpósio. O advogado de Oliveira, Eduardo Mahon, estava em Brasília e também não foi localizado para falar sobre a determinação judicial. Em agosto do ano passado o empresário se manifestou por meio de uma nota publicada nos jornais da capital, na qual ele afirmou que o aval de João Arcanjo Ribeiro num empréstimo de US$ 2,2 milhões foram uma imposição da agência do BankBoston na capital uruguaia para o fechamento do negócio. Segundo Armando explicou na nota, provavelmente a imposição se deu porque Arcanjo era cliente do mesmo banco e também pela comissão que deveria receber pela indicação de um cliente confiável e que honra seus compromissos que é o Grupo Amper. Segundo a nota publicada, o pedido de aval foi feito em cima da hora. Até o fechamento da operação financeira não tínhamos sido informados sobre a condição (aval), o que nos surpreendeu e obrigou a celebrar o acordo firmado em função das conjunturas da companhia, de modo a se capitalizar e investir os recursos em seu giro comercial. Armando Oliveira disse também que o empréstimo bancário contraído com o BankBoston foi feito em conformidade com a legislação brasileira, obedecendo as normas do Banco Central do Brasil. As operações, segundo o empresário, também foram supervisionadas por auditores da Secretaria da Receita Federal e instituições financeiras responsáveis. Ele garantiu, ainda, que a conversão das divisas foi feita, quase que exclusivamente por meio do Banco do Brasil, habilitando o mesmo a emitir cheque administrativo em favor dos bancos beneficiários, autorizados pelo BankBoston.