O Ministério Público Estadual (MPE,) em parceria com a Defensoria Pública e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado, ingressou com ação civil pública, com pedido liminar, contra a multinacional ALL - América Latina Logística, para que se abstenha de descarregar quantidade superior a 600 veículos por dia, enquanto não ampliar sua capacidade operacional. A medida tem como objetivo evitar as filas de carretas que são formadas na BR-364, que liga o município de Alto Araguaia a Cuiabá, para descarregamento de produtos na empresa. A ação foi proposta nesta sexta-feira (09.03). O promotor de Justiça Marcelo Lucindo Araújo explica que a Lei Federal 11.442/2007 estabelece que o prazo máximo para a carga e descarga de veículo de transporte rodoviário de cargas é de 5 horas, contadas da chegada do veículo ao destino. Após esse período, o transportador tem que arcar com o valor de R$ 1,00 por tonelada/hora de atraso. Nos terminais de Alto Araguaia e de Alto Taquari, ambos operados pela ALL, os motoristas têm esperado por até 72 horas para descarregar a soja, informa ele, que atua na Promotoria de Justiça da Comarca de Alto Araguaia. Consta na ação que a empresa ALL recebe, no auge da safra de soja, cerca de 1.500 caminhões por dia, provenientes de diversas regiões de Mato Grosso. Foi apurado que as filas das carretas formam-se devido aos pátios da empresa estarem lotados. Com isso, os motoristas começam a estacionar na via pública para aguardar a sua vez de descarregar e formam enormes filas na faixa de rolamento da estrada, que não conta com acostamento, obstruindo o fluxo regular do trânsito local. Segundo ele, não é incomum a formação de congestionamentos de 10 quilômetros ao longo da rodovia, o que tem causado revolta e insatisfação às pessoas que utilizam a via. (Com Assessoria MPE)