O economista e assessor extraordinário da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz), Vivaldo Lopes Dias, desistiu da pescaria a bordo da chalana que naufragou poucas horas antes da viagem. Amante de pescaria, Vivaldo planejava fazer o passeio na companhia do irmão caçula, Max Lopes. Vivaldo contou que ele e Max ocupariam os lugares de duas pessoas do grupo que, por razões que desconhece, também tinham desistindo. Lopes chegou a acertar a viagem, mas na manhã da sexta-feira, dia que deveriam seguir para Poconé, ficou sabendo que não seria um passeio de apenas um fim de semana, que a pescaria se estenderia até a próxima quinta-feira. Com embarque marcado para o Rio de Janeiro, onde já havia assumido compromisso na Fundação Getúlio Vargas, e outras tarefas na Sefaz, em Cuiabá, Vivaldo Lopes desmarcou a pescaria. Amigo de futebol da maioria do grupo que viajou na chalana, Lopes disse que a tragédia abalou a todos. Essa não é a primeira tragédia da qual Vivaldo Lopes escapa. Em 1996, ele deveria ter embarcado no avião no Fokker-100 da TAM que caiu em São Paulo, matando 99 pessoas. Ele seguiria da capital paulista para o Rio de Janeiro, mas antecipou a viagem para adiantar a reunião que teria na capital carioca.