CIDADES
Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010, 21h:03
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PUXADINHO
Desembarque em 120 dias
Construção do Módulo Operacional para receber passageiros no Marechal Rondon começa para instalação de estrutura provisória
Em menos de 120 dias o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, deverá dispor de uma nova estrutura para desembarque de passageiros. Este foi o prazo dado pela Infraero no último dia 19, ao assinar ordem de serviço à construtora que erguerá o Módulo Operacional (MOP), estrutura de R$ 2,5 milhões que atenderá aos passageiros enquanto o terminal passar por obras de ampliação definitiva, até 2013. O MOP é uma estrutura armada de metal, mas que promete o mesmo conforto dado por salas de desembarque comuns. Apelidado de puxadinho, o modelo é uma alternativa barata para não causar transtornos na movimentação do Marechal Rondon durante as obras de ampliação e já foi utilizado com sucesso, segundo a Infraero, em aeroportos de Portugal, Espanha, Estados Unidos e África do Sul. O superintendente da Infraero em Mato Grosso, Sérgio Kennedy, defendeu a instalação do sistema e questionou o deboche que muitos têm feito à estrutura do MOP, chamando-a de puxadinho. Ele chamou atenção para o fato de que o modelo tem sido aplicado com sucesso para conter transtornos e suportar a demanda em diversos aeroportos importantes do mundo durante seus períodos de reforma e ampliação. O projeto de reforma do Marechal Rondon até 2013 atende a uma defasagem estrutural histórica e contará com a ampliação do principal prédio (onde é feito o check in) no espaço entre ele e o atual local de desembarque. Além disso, está prevista uma estação de tratamento de esgoto, um novo edifício para a administração e gates que interligarão passageiros e aeronaves. Enquanto isso, o MOP se localizará entre a pista de aviões e o prédio do desembarque. A estrutura será praticamente o dobro do atual espaço destinado a desembarque. Atualmente, o setor é um dos problemas mais evidentes do local. Com duas esteiras para recebimento de bagagens, está sendo realizado no térreo do prédio da administração. Não é raro o local se tornar motivo de queixa de quem chega. Na verdade, todo o procedimento de desembarque pode ser alvo de críticas, como diz a passageira brasiliense Rosimeire de Oliveira, 35. Ela, que desembarcou na tarde de ontem, tem mobilidade reduzida e precisa andar de muletas. Na saída do avião, teve de descer os degraus com dificuldade até o solo. Ela reclamou que, diferente de outros aeroportos brasileiros, não havia ali o elevador que geralmente atende pessoas com problemas de locomoção. Só no solo deram a Rosimeire uma cadeira-de-rodas, mas ela se cansou de tanto chão a percorrer. Ao chegar à sala de desembarque para pegar suas malas, estranhou o espaço apertado ela teve o azar de seu voo chegar no mesmo horário de outro, vindo de São Paulo, o que lotou a sala. A diferença é muito grande em relação aos aeroportos de outras capitais. Com certeza fica um impacto negativo, queixou-se o passageiro Tiago Fiori, 24 anos, que veio de São Paulo a trabalho na tarde de ontem e estranhou o espaço exíguo para circulação com malas. Já o também paulistano Fernando Sampaio, 59, incomodou-se com o fato de não haver praticamente nenhum serviço voltado àquele que vem de fora, como restaurantes mais próximos do setor.