O delegado Mário Roberto, responsável pela investigação da morte do advogado Alíder Gonçalves de Oliveira, convocou a viúva para prestar depoimento no decorrer da semana. Segundo Mário, ela pode contrubuir com as investigações do crime, que ainda segue sem suspeito. Aos 64 anos, Alíder foi morto na porta da sua residência com quatro tiros. O crime aconteceu em Arenápolis (259 km de Cuiabá) na noite do último sábado (16). Em conversa com o Diário, o delegado informou que o depoimento poderá abrir uma possível linha de investigação. A dificuldade se deve à falta de testemunhas e as causas do assassinato. Alíder era conhecido por atuar em diversos casos de disputa de terra. Fiz a intimação da mulher, acredito que no meio da semana o depoimento possa acontecer e quem sabe teremos um caminho para começar a investigar, ressaltou Mário. Ao retornar de uma caminhada de costume, o advogado foi morto já na porta da residência. Segundo as informações, ele foi encontrado por vizinhos caído na frente da casa. Seis disparos foram feitos, quatro acertaram Alíder e outros dois o muro da residência. A vítima foi encaminhada para o hospital de Nortelância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o procedimento de saúde. O corpo foi velado no último domingo (17). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso, por meio de nota cobrou esclarecimento do crime. O presidente Maurício Aude conversou pessoalmente com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para requerer a apuração rigorosa. Precisamos que a atuação da Polícia seja ágil e efetiva nessas primeiras horas depois do crime para que os acusados sejam presos. Ainda não sabemos a motivação do homicídio, porém, é importante esse apoio da Secretaria no sentido de não permitir que fiquem impunes, observou Aude.