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CIDADES
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015, 21h:11

UFMT

Cursos serão monitorados pelo MEC

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Uma equipe do Ministério da Educação (MEC) deverá vir a Mato Grosso reavaliar os cursos de engenharia florestal e licenciatura em ciências sociais, que obtiveram nota 2 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) referente ao ano de 2014. O resultado do Enade foi divulgado na semana passada pelo MEC. Por conta do desempenho negativo, os dois cursos não poderão aumentar o número de vagas oferecidas. Porém, a UFMT garante que a medida cautelar adotada pelo MEC não comprometerá as vagas já autorizadas para o SISU em 2016. O conceito do Enade é determinado por uma pontuação que vai de 1 a 5. Na UFMT, entre 51 cursos avaliados, apenas os de arquitetura e urbanismo, filosofia (bacharelado) e física/licenciatura (Pontal do Araguaia) alcançaram a nota máxima (5). No Índice Geral (IGC), a UFMT atingiu 4 de pontuação. Em nota, a UFMT, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, atribui o baixo desempenho à pequena participação dos estudantes no Enade, o que teria refletido diretamente no resultado final dos cursos. “Em uma escala de 1 a 5, os cursos com conceitos insatisfatórios (1 ou 2), celebram Protocolo de Compromisso com o MEC para estabelecer metas de melhorias para o Curso. Esse plano deverá contemplar ações inovadoras junto à gestão acadêmica e pedagógica do curso”, esclareceu. Conforme a UFMT, após a conclusão do Plano de Melhorias o curso recebe visita in loco de uma comissão de avaliadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inep) para averiguar suas condições de ensino. “O relatório dessa avaliação indicará a renovação de reconhecimento do curso”, destacou. A instituição lembrou que, no caso do curso de engenharia florestal, campus Cuiabá, esta foi a primeira vez não obteve conceito satisfatório no ciclo avaliativo trienal do Enade. “Dos 87 estudantes inscritos (de engenharia) no exame, apenas 55 compareceram para realizar o Enade. Essa baixa participação refletiu diretamente no resultado final do curso”, informou. Desse modo, a medida cautelar estabelecida pelo Mec aos cursos é a impossibilidade de ampliação de vagas. Porém, a UFMT garante que não comprometerá as vagas já autorizadas para o SISU em 2016. “Quanto ao Índice Geral de Cursos (IGC), a UFMT vem mantendo conceito 4 desde 2010, em uma escala de 1 a 5”, reforçou.

Edição EDIÇÃO 16966




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