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CIDADES
Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:49

GESTÃO

CREA sob investigação

O Ministério Público Federal de Mato Grosso investiga suposto desvio de R$ 6 milhões da conta da entidade

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
A procuradora Bianca Britto de Araújo abriu inquérito para investigar quatro funcionários do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) por suspeita de crimes que vão desde o suposto desvio de R$ 6 milhões das contas do conselho, assédio sexual por parte de um gerente, aumento indevido de remuneração pelo chefe de gabinete, Helmut Flavio Preza Daltro, e suposto exercício de emprego paralelo pela funcionária Silvania Santos de Melo. A portaria é a de número 33 e data de 02 de fevereiro de 2015. A portaria converte “o procedimento administrativo nº 1.20.000.000830/2013-11 em Inquérito Civil Público para apurar supostos crimes e/ou irregularidades cometidas no âmbito do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso – CREA-MT, sendo eles: 1) suposto desaparecimento de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) das contas do CREA-MT; 2) suposto assédio sexual praticado pelo gerente de infraestrutura do CREA-MT; 3) suposta ilegalidade no aumento da remuneração do chefe de gabinete do Crea-MT, Helmut Flavio Preza Daltro; e 4) suposto exercício de emprego paralelo pela funcionária Silvania Santos de Melo”. Procurado pela reportagem do Diário ontem à tarde, o presidente do Crea, Juares Silveira Samaniego, respondeu que a “procuradora Bianca” solicitou sim ao Crea-MT informações quanto ao senhor Helmut que dizem respeito à verificação citada. “Tudo que for solicitado pelo Ministério Público ou qualquer outro órgão de controle, nós vamos repassar, sem problema algum”, disse. Sobre o caso da funcionária Silvania Santos de Melo, disse que essas informações já foram encaminhadas tanto ao MPF quanto para o INSS, “onde seria o outro emprego da funcionária”. A promotora teria solicitado as informações a esse outro órgão e “a investigação segue após comparação de dados”. Se forem verdadeiras, o presidente vai “ver as medidas cabíveis”. Já o assédio, “é outra situação, se for cabível afastamento ou não, vamos verificar, porque parece que a moça que trabalha no local negou o caso”. A denúncia seria de 2013, por isso prefere não falar e deixar a investigação acontecer “porque não se pode condenar ninguém antes de ampla defesa. Além disso, conhecemos ambas as pessoas”. Por fim, sobre o desvio de R$ 6 milhões, Samaniego afirma que essa é uma denúncia feita em 2013 e relacionadas às prestações de contas de 2010 e 2009. Contas estas que teriam aprovação do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confeia), que não teria “solicitado nenhum outro esclarecimento”. Mas, apesar de estas não serem da sua gestão, caso o MP o faça, “vamos encaminhar tudo sem problema algum”. “Estou tranquilo, isso é da gestão anterior. Essas contas foram aprovadas no Conselho Federal e no Tribunal de Contas”, aposta.

Edição EDIÇÃO 16964




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