CIDADES
Terça-feira, 16 de Setembro de 2008, 21h:11
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EVENTO
Congresso ataca pirataria em Cuiabá
Encontro sobre propriedade intelectual e inovação tecnológica discute formas de combate à venda de produtos pirateados
DANA CAMPOS
Da Reportagem
A pirataria acarretou uma queda de 70% no faturamento das videolocadoras em Cuiabá. Este ano, conforme a Comissão da Propriedade Intelectual e Direito Autoral da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT), de 200 locadoras de vídeo, mais de 50 fecharam suas portas. Em todo o país, o nível de pirataria corresponde a 59% dos produtos comercializados. Em Cuiabá, com o objetivo de discutir essas questões, está sendo realizado, o IV Congresso Mato-Grossense de Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica, que será encerrado logo mais à noite, no auditório da OAB. Um das questões apontadas no encontro foi a criação de uma delegacia especializada de combate à pirataria. Conforme o presidente da comissão, o advogado Geraldo da Cunha Macedo, em 2005 foi enviado um ofício ao governo do Estado sugerindo sua criação. Mas nunca houve resposta, disse. Segundo ele, Mato Grosso, assim como a maioria dos estados brasileiros, necessita de um local apropriado, com profissionais qualificados, munidos de viaturas que possam combater esse crime, que gera danos irreversíveis ao país. Conforme Macedo, o grande problema está no não-recolhimento de tributos. A pessoa que comercializa produtos pirateados não contribui ao estado, entretanto utiliza dos serviços públicos como saúde e educação, considera. No entanto, cerca de 400 camelôs têm lutado pela legalização da atividade. Há 13 anos instalados no Shopping Popular, no bairro Porto, em Cuiabá, eles criaram a Cooperativa de Compras de Comércio Popular de Mato Grosso (Coocomp-MT), cujo intuito, conforme o presidente em exercício Colentino Claro Leite, foi de regularizar a atividade. Conforme ele, um projeto de lei aprovado em março deste ano criou um regime especial de tributação para compras no Paraguai. Além disso, destaca, há uma norma administrativa que impede a comercialização de CDs e DVDs piratas no local. Entretanto, Macedo aponta que uma visita ao local constatou que comerciantes estavam oferecendo os produtos. Conforme ele, a retirada dos camelôs do centro da cidade não impediu a comercialização de produtos contrabandeados.