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CIDADES
Sábado, 30 de Outubro de 2010, 13h:09

Comerciantes tecem críticas sobre cerco e altos impostos

Nem tudo são flores para os comerciantes que se estabeleceram no Shopping Popular. Mesmo entre os que viveram as dificuldades de trabalhar na rua, as críticas não deixam de existir. Para a comerciante Otília Martins, 51, por exemplo, a estrutura do local não faz com que a vida de comerciante informal seja menos sofrida. A culpa, diz, é do cerco à informalidade protagonizado por fiscalizações e altos impostos. “O governo, infelizmente, deixa muito a desejar para nós e o cerco só vem fechando. E não tem para quem reclamar porque está tudo na lei”, indigna-se, referindo-se às cotas baixas para importação de produtos e aos impostos “absurdos”, dificuldades para a formalização como mini-empreendedor. “Nós somos trabalhadores e queremos estar todos dentro dos conformes, mas simplesmente não dá para entrar dentro dos conformes”. Otília conta que tem sido crescente o receio de apreensões entre os comerciantes por conta das fiscalizações que se mostram cada vez mais rigorosas. Por outro lado, a pesquisa de Elenir Motta Sanches Arruda sobre o mercado informal em Cuiabá mostrou que 90% dos camelôs ali estão satisfeitos com o valor do teto de compra fixado pelo governo para importações do Paraguai (decreto 6.956, de setembro de 2009). O teto vale para quem se formalizar como mini-empreendedor, mas muitos camelôs reclamam das exigências e dos custos para isso. Iniciativas para facilitar esse processo via internet hoje estão sendo realizadas pelo próprio governo. (RD)

Edição EDIÇÃO 16962




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