NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

CIDADES
Quarta-feira, 29 de Maio de 2013, 21h:50

TRANSPORTE

Chega ao fim a greve dos motoristas

Profissionais conseguiram aumento de 10% no valor do salário, que passou a ser R$ 1.680, e os ônibus já voltaram a circular ALECY ALVES

ALECY ALVES
Da Reportagem
Chega ao fim a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Cuiabá e Várzea Grande. Depois de três dias parados, os trabalhadores aceitaram o novo piso-salarial de R$ 1.680 e a verba indenizatória de R$ 220, dividida em duas parcelas, sendo metade paga a partir de maio, data-base da categoria, e a outra em outubro, exclusiva aos motoristas que trabalham em ônibus sem cobrador. O novo salário traz um reajuste de 11.6%, o que significa ganho real de 4.5 pontos percentuais sobre o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que foi de 7.1%. Os demais trabalhadores do setor, entre os quais fiscal de linha e mecânico de manutenção, terão reajuste de 10%. Acrescido do bônus, o salário se aproximará da reivindicação inicial dos trabalhadores, que seria de uma renda mensal de R$ 2 mil. O piso anterior era de R$ 1.507, sobre o qual acrescia um bônus variável de 5 a 12%, aplicado com base no número de passageiros transportados. O acordo que encerrou a greve saiu de uma longa audiência de conciliação intermediada pelo vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho(TRT), desembargador Edson Bueno, que se estendeu por quase três horas. O retorno ao trabalho estava previsto para ontem mesmo, logo depois do final da assembleia realizada pelos trabalhadores no auditório do TRT. No encontro entre representantes da classe patronal e da Justiça Trabalhista com os grevistas, por diversos momentos o entendimento parecia improvável. Para começar, os patrões recuaram da proposta de reajuste de 10.1%, apresentada durante as negociações anteriores ao anúncio da greve e do ajuizamento da Ação de Dissídio Coletivo pelo sindicato das empresas de ônibus. Os patrões passaram a oferecer apenas 8%. O desembargador Edson Bueno chamou a atenção dos representantes patronais para a incoerência da mudança, observando que a negociação seria para elevar o que já havia sido discutido. Já os trabalhadores, que nas diversas reuniões de negociação salarial que antecederam a audiência de conciliação no TRT insistiam com o índice de 33% de reajuste, baixaram para 20%. Enquanto a classe patronal continuava prevendo gratificação por quantidade de passageiros transportados, como vinha sendo praticado, o procurador do Ministério Público do Trabalho, Thiago Gurjão, considerou inviável a manutenção de bônus com esse propósito. Tanto o promotor quanto o desembargador avaliaram como inaceitável uma concorrência entre os próprios motoristas sobre quem transportaria mais passageiros. Esse item deu lugar à indenização linear, já prevista na lista de reivindicações dos motoristas. O presidente do Sindicato dos (STETTCR), Ledevino da Conceição, considerou o acordo um resultado que põe Cuiabá entre as capitais com melhores percentuais de reajuste. Já o desembargador Edson Bueno disse que o importante é que os valores acordados representaram a verdadeira vontade das duas partes. O empresário Rômulo Botelho, do sindicato patronal, disse que entende a reivindicação dos trabalhadores, mas que ofereceram o que é possível.

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL