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CIDADES
Quarta-feira, 02 de Maio de 2007, 21h:51

EDUCAÇÃO EM VG

Calendário de manifestações até dia 15

A data foi estabelecida na assembléia geral de professores, que ameaçam greve por tempo indeterminado caso prefeitura não discuta pleitos

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Professores da rede pública de educação de Várzea Grande continuam insatisfeitos com o andamento das negociações do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), pagamento de salários e infra-estrutura das escolas municipais. Logo após o ato público realizado em frente à Secretaria Municipal de Educação (SME) ontem pela manhã, um dia após a data em que comemorada o Dia do Trabalhador, dezenas de professores deliberaram por um calendário de manifestações que será encerrado no dia do aniversário da cidade, próximo 15, com uma assembléia geral para decidir sobre a possibilidade de greve por tempo indeterminado. Durante parte da manhã de ontem, os professores ficaram em frente à SME, localizada na prefeitura de Várzea Grande, com um carro de som, listando todos os fatos considerados negativos na pasta. O secretário de Educação do município, Elismar Bezerra, compareceu ao ato público, ouviu as reivindicações e respondeu algumas perguntas. As explicações do secretário não foram consideradas satisfatórias pela categoria, que optou por continuar as mobilizações. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública de Várzea Grande (Sintep), Aparecida Cortês, disse que a primeira atitude que deverá ser tomada será o pedido de mandados de segurança para o pagamento dos professores que tenham contratos temporários. De acordo com Cortês, esses profissionais estão desde o dia 1° de março sem receber pagamento. A presidente do Sindicato afirmou que se a prefeitura não pagasse os salários até ontem, no final da tarde, o Sintep entraria com um mandado de segurança hoje. Sobre o PCCS a presidente do Sindicato ressaltou a necessidade de receber definições até o dia do aniversário da cidade. A professora lembrou que os professores já encaminharam uma proposta de piso salarial e carga horária, pontos de impasse do PCCS, mas até agora o governo municipal não emitiu uma resposta ou contraproposta. “Queremos a garantia de que haverá melhoras para a categoria e para a educação como um todo. Se até o dia 15 de maio não definirem nosso PCCS, a categoria deliberará pela greve por tempo indeterminado”. O secretário de Educação de Várzea Grande, Elismar Bezerra, disse acreditar que não haverá greve, porque as negociações em torno do PCCS estão caminhando dentro da expectativa. Bezerra afirmou que as discussões sobre PCCS e outros pontos críticos da educação em Várzea Grande estão transcorrendo tranquilamente com os professores da rede pública e que até o dia 16, o Plano deverá ter sido encaminhado à câmara municipal para votação.

Edição EDIÇÃO 16967




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