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CIDADES
Terça-feira, 29 de Julho de 2008, 21h:12

LAGOA PAIAGUÁS

Busca por corpo recebe críticas

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A falta de pessoal na busca pelo jovem Paulo César Lima, de 27 anos, está causando revolta entre os moradores da região que acompanham o trabalho dos bombeiros. Desaparecido desde domingo na Lagoa Paiaguás, Paulo César teria morrido afogado e seu corpo é procurado por equipes de três bombeiros, sendo dois mergulhadores, que se revezam diariamente na varredura. Até o fechamento desta edição, os bombeiros ainda não haviam localizado o corpo. Apesar do trabalho dos bombeiros, a expectativa era de que, até as 18 horas de ontem, o corpo flutuasse. O trabalho dos mergulhadores só pode ser executado até as 18 horas. Após este limite, não há visibilidade no fundo da lagoa e uma equipe fica responsável por fazer rondas constantes no local para aguardar a possível emersão do corpo de Paulo César. Elisângela Pereira dos Santos é amiga da família e está acompanhando o trabalho de busca. Ela acredita que a demora é fruto do descaso. “Dois mergulhadores num monte de água desse não fazem nada”, aponta. Moradora do Paiaguás II, dona Fátima denuncia a falta de proteção à comunidade por não haver segurança na lagoa. A busca por Paulo César, segundo ela, não está tendo o aparato suficiente e a classe social da vítima seria motivo disso. “Como não é um rico, fica tudo ao Deus-dará”, argumenta. O tenente Ranier Pereira Souza defende a atuação das equipes de busca. Ele argumenta que Cuiabá e Várzea Grande possuem apenas dez bombeiros mergulhadores e que não é possível deslocar todos ao mesmo tempo. “É a logística que a gente tem”, afirma, defendendo o sistema de rodízio para que o serviço não pare e para que os mergulhadores não se desgastem. Até agora, 60% da lagoa foi vasculhada pelos bombeiros em diversos níveis de profundidade. A dificuldade principal, segundo o tenente, é a falta de pistas que indiquem a região da lagoa a ser varrida, o que justifica a demora dos trabalhos. “A sociedade tem que levar em consideração que a gente está trabalhando todos os dias”, afirma Ranier. Juarez Cavalcante, pai de Paulo César, não quis comentar o trabalho dos bombeiros até que a busca seja concluída. Paulo César, morador do bairro Jardim Itapuã, desapareceu por volta das 15 horas de domingo. Ele teria se afogado após nadar embriagado na Lagoa em companhia de amigos.

Edição EDIÇÃO 16962




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