CIDADES
Quarta-feira, 01 de Julho de 2009, 21h:01
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SALVAMENTO
Bombeiros simulam ataque terrorista
DANA CAMPOS
Da Reportagem
O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso realizou ontem, por volta das 16 horas, a primeira simulação de salvamento em altura e combate a incêndio utilizando os novos equipamentos adquiridos por meio do programa do governo do Estado, o Segurança Cidadã, já visando a Copa de 2014. A atividade ocorreu em um prédio inacabado, situado na avenida do CPA ao lado do Mc Donalds, e despertou a atenção dos moradores dos prédios da redondeza e dos condutores que transitavam pela avenida. A ação contou com a participação de 50 bombeiros, sendo 16 representando as vítimas. Foi simulado um ataque de terroristas, que explodiram bombas no terceiro andar do edifício. Para atender a ocorrência foram utilizados a Auto Escada Mecânica (AEM), com alcance de 55 metros, a Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade de ejetar 5 mil litros de água com forte potência, e, também, a Auto Comando de Área, que possui um desencarcerador, utilizado para resgatar vítimas presas em ferragens. O comandante do CBM, coronel Arilton Azevedo Ferreira, destacou que a atividade foi uma maneira de demonstrar o tempo de atendimento antes e depois da aquisição dos equipamentos. Antes, para resgatar cada uma das vítimas em altura, era necessário um bombeiro. Hoje, com a AEM, um militar sozinho pode retirar todas as vítimas, enquanto os demais dão suporte no solo, comparou. Para o comandante da operação, major Paulo André Barroso, o resultado teve um saldo positivo. Conseguimos mostrar na prática que a eficiência e a segurança no atendimento dos bombeiros melhoraram consideravelmente. O major destacou ainda que os novos equipamentos já foram utilizados na prática durante um incêndio ocorrido em maio deste ano, na empresa de reflorestamento Floresteca, localizada no Distrito Industrial, em Cuiabá. De acordo com o comandante Arilton, a aquisição dos equipamentos acompanhou uma necessidade da cidade, que deixou de ser urbanisticamente horizontal, tornando-se, a partir da década de 80, vertical.