Binho tenta última cartada para revogar sua preventiva
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O advogado Edésio Ribeiro Neto, o Binho, entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de liminar solicitando a revogação de sua prisão preventiva, decretada desde setembro do ano passado. É a sua última cartada e, caso o pedido seja indeferido, seus advogados vão esperar o julgamento do mérito, mas com remotas possibilidades de ter a prisão revogada. Apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do tráfico desarticulado através da Operação Maranello, Binho teve o mesmo pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em março deste ano, ele havia entrado com recurso junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, onde também foi derrotado. Além de Binho, continuam foragidos o ex-PM Adonai Novais de Oliveira e Jackson da Conceição, todos denunciados através na mesma operação. Como não foram localizados pela Justiça, os processos que tramitam na Justiça Federal podem ser desmembrados. Os únicos presos são os policiais civis Wagner Amorim, Adalto Ramalho da Silva, além de Francisco Fernandes, o Chiquinho. Binho está foragido desde setembro do ano passado, ocasião em que foi deflagrada a operação por parte da Polícia Federal ele teve a prisão preventiva decretada. Na ocasião foram presas 13 pessoas nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Entre os presos estavam policiais civis e empresários da alta sociedade cuiabana. As investigações iniciaram em junho, quando a Gerência de Investigação Policial (Gip) da Polícia Civil chegou ao carregamento de 383 quilos de cocaína na fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço. Depois de concluído o inquérito, o Ministério Público Federal denunciou 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.