CIDADES
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008, 21h:25
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TRABALHADOR
Bancários protestam em frente a agências por mais qualidade
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Agências do Banco do Brasil e do Unibanco foram pontos de manifestação ontem, em Cuiabá. O protesto promovido pelo Sindicato dos Bancários e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mato Grosso (Seeb) fez parte do Dia de luta por melhores condições de trabalho. De acordo com o presidente do Seeb, Arilson da Silva, no Unibanco, as principais reivindicações são mudanças na Remuneração por Resultado (RR), ampliação do programa de bolsas de estudo e contratação de mais funcionários. Já no Banco do Brasil, a manifestação também fez parte da atividade nacional Acorda BB, que tem como foco o fim das terceirizações, das filas e do assédio moral, além da contratação de mais empregados. Conforme Arilson, pesquisa por amostragem feita nas agências do Banco do Brasil em Cuiabá e Várzea Grande mostra que dos 36% dos 200 funcionários entrevistados disseram que já passaram por assédio moral. Isso, para cumprimento das metas abusivas e em função do número inferior de trabalhador, observou. Além disso, a pesquisa mostra que 65% responderam que o Banco do Brasil não cumpre o papel de responsável sócio-ambiental. Nem com a sociedade, com o meio ambiente ou com o próprio trabalhador, disse. O Seeb está recolhendo assinaturas num abaixo-assinado para cobrar do banco melhores condições de trabalho e, ainda, realiza a campanha O Sindicato Quer Ouvir Você, que recebe dos clientes e usuários as opiniões sobre como está o atendimento nas agências. As reclamações serão encaminhadas à presidência do Banco do Brasil. Cliente do Banco do Brasil há 4 anos, o despachante Elielson Almeida David, 21 anos, também reclamou do atendimento oferecido pela instituição financeira. É péssimo. É muita gente para poucos funcionários, disse. Para a próxima sexta-feira está prevista nova manifestação da categoria. Desta vez será em frente às agências do HSBC. O banco está demitindo funcionários com doenças ocupacionais, disse. Só neste ano ocorreram três demissões.