CIDADES
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, 21h:05
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GEOGRAFIA
Atlas mostra as transformações de MT
Publicação lançada ontem traz diversas informações sócio-econômicas sobre Mato Grosso, além de mapas, quadros e gráficos
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Localizado na região centro-oeste, Mato Grosso conta com pouco mais de 3 milhões de habitantes, a maioria (81,9%) residente na área urbana e o restante (18,1%) na zona rural. Dados como estes constam no Atlas de Mato Grosso, uma publicação das Secretarias de Estado de Planejamento (Seplan) e do Meio Ambiente (Sema) lançada ontem em Cuiabá. O Atlas contém mapas, quadros e textos técnicos e científicos elaborados com base nos resultados do Diagnóstico Socioeconômico e Ecológico do Estado (DSEE). Dentre as informações, o estudo mostra que entre as décadas de 70 e 80 o Estado sofreu um forte crescimento populacional anual de 6,62% contra 2,48% no País. Já a partir do início dos anos 90 (1991), começa a retração situação válida para o momento atual mantendo a taxa média de 2%. A explicação, conforme o levantamento, está na queda drástica dos fluxos migratórios para o Estado, com diminuição nos índices de fecundidade. Sobre as condições de vida, o Atlas revela que houve avanços. Em 2000, o Estado apresentou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,76. Porém, manteve-se abaixo da média do centro-oeste (0,788). Cinco anos depois (2005), obteve índice de 0,796, mas abaixo da média nacional de 0,802. O Atlas é um instrumento importante para a definição de políticas públicas e que estará disponível por meio eletrônico a toda a população, comentou o secretário de Meio Ambiente, Vicente Falcão, durante o lançamento da publicação. O trabalho envolveu, no período de 1995 a 2002, cerca de 140 profissionais das mais diversas áreas. Responsável pela publicação, a engenheira cartógrafa Lígia Camargo informou que para a confecção dos mapas do Atlas de Mato Grosso foi estabelecida a escala de 1:3.000.000. Os dados, retratados de forma integra, apresentam aspectos como a divisão político-administrativa e territorial, o sistema viário, potencial mineral, unidades aquíferas, distribuição de chuvas e temperatura, fauna e potencialidade turística, destacou Lígia Camargo. O secretário de Planejamento e Coordenação Geral, José Gonçalves Botelho do Prado, enfatizou que a publicação servirá de instrumento de pesquisa para empresários, investidores, professores, gestores públicos, entre outros. É uma radiografia do estado, colocada à disposição de toda a população e que ajudará o próprio governo no planejamento de suas ações, comentou. MORTALIDADE INFANTIL Também considerado como importante indicador de desenvolvimento, a taxa de mortalidade infantil apresentou tendência decrescente. Entre 1999, segundo a publicação, a taxa era de 22,9 mortes para cada mil crianças nascidas vivas no estado. Em 2009, o índice foi de 16,2 mortes/mil crianças nascidas vivas.