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CIDADES
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010, 09h:59

CHEIAS EM MT

Atingidos chegam a 21 mil em 7 cidades

Situação mais preocupante é em Santo Antônio, invadida pelas águas do Cuiabá

JOANICE DE DEUS E RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Cerca de 21 mil pessoas já teriam sido atingidas pelas inundações geradas pelas cheias dos rios em cidades de Mato Grosso. Esta é a estimativa mínima de acordo com os poucos números divulgados a respeito. O cálculo considera a composição de cada família por quatro pessoas, parâmetro da Defesa Civil estadual, segundo o major Agnaldo Pereira. Na conta, estão as 20 mil pessoas atingidas em Cáceres, as cerca de 600 em Santo Antônio de Leverger, as 156 de Barra do Bugres e as 120 em Cuiabá. O número oficial ainda deve ser divulgado pela Defesa Civil nos próximos dias. O panorama mais crítico de inundações é o de Santo Antônio de Leverger, a 34 quilômetros de Cuiabá, que não via uma cheia tão devastadora do rio Cuiabá desde 1995 (ver matéria). Por lá, a régua linimétrica instalada no rio Cuiabá apontou, na terça-feira, a altura de 9,45 metros, configurando cota de alerta. Ontem, já havia baixado cinco centímetros. Após sobrevoar região, o vice-governador Silval Barbosa divulgou as primeiras ações governamentais de ajuda ao município. Combustível, medicamentos e cestas básicas estão sendo providenciados para as 150 famílias prejudicadas pelas águas e há constantes sobrevoos de helicópteros do governo monitorando a cidade. “O Estado está em alerta permanente. Vamos acompanhar a situação do rio para verificar a situação dos ribeirinhos, ver qual a posição que devemos tomar, se precisamos retirar as pessoas, verificar o número de desabrigados e os danos que a chuva provocou de segunda para cá”, informou o vice-governador. Como há previsão de que as chuvas vão perdurar no Estado até meados de abril, Silval afirmou que os municípios já estão munidos de maquinário suficiente – distribuído recentemente pelo governo - para tomar medidas preventivas e consertar os danos, principalmente em estradas. A região noroeste do Estado, inclusive, foi profundamente prejudicada na estrutura viária, conforme Silval. A Secretaria de Infra-Estrutura já está se mobilizando nessas regiões. No total, de acordo com boletim da Defesa Civil, pelo menos sete municípios foram afetados pelas intensas precipitações dos últimos dias. Dos sete, Comodoro, Peixoto de Azevedo e Barra do Bugres decretaram situação de emergência até ontem pela manhã. Porém, conforme Silval Barbosa, há outras cidades que ainda não oficializaram o pedido ao órgão estadual. Em Barra do Bugres, por exemplo, ocorreram enxurradas e inundações bruscas, que ocasionaram a queda de barreiras, o deslizamento de cabeceiras de seis pontes, inundação de residências, comércios, imóveis públicos e privados, tanto na zona urbana quanto rural. Já em Cáceres, o Estado prestou ajuda e levou até a localidade 250 cestas de alimentos, 100 cobertores, 80 colchões e 100 filtros de água. “Cáceres está sob controle, mas chove muito em Tangará Serra (por onde passa o rio Sepotuba, afluente do Paraguai)”, informou Barbosa. Além de Tangará, outros municípios atingidos são Peixoto do Azevedo e Várzea Grande. Ponto também considerado preocupante, o nível das águas na represa do Manso durante as chuvas está ainda abaixo da cota de alerta, como tranqüilizou o vice-governador. Lá, o nível de alerta é de 8 metros. Ontem, a água estava em 6,4 metros. Já na Grande Cuiabá, as chuvas estão menos intensas. Mas o volume de precipitação nas regiões médio norte e norte do Estado mantinham o estado de atenção. Somente em um único dia choveu 130 milímetros em Juara (709 quilômetros de Cuiabá), sendo o considerado normal é entre 50mm a 60mm.

Edição EDIÇÃO 16962




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