CIDADES
Terça-feira, 23 de Junho de 2009, 21h:52
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CASO JÉSSICA
Argentino será julgado amanhã e defesa aposta em insanidade
O argentino Jorge Santiago Demétrio, de 34 anos, será submetido ao Tribunal do Júri amanhã, às 8 horas, no Fórum de Cuiabá. O réu é acusado de assassinar a estudante Bruna Jéssica Florão, aos 13 anos de idade, no dia 21 de setembro de 2007. A defesa sustentará a tese de insanidade mental perante os jurados, para que ele seja enviado a um manicômio judiciário e receba tratamento psiquiátrico. O crime aconteceu na casa do réu, na avenida Presidente Marques, no centro da cidade. Ele responde por homicídio qualificado, com aumento de pena pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos, tentativa de estupro e ocultação de cadáver. Ele está preso desde a data do assassinato. O defensor público que atua no caso, Altamiro Araújo de Oliveira, solicitou a abertura de incidente de insanidade mental no processo. Contudo, o resultado do exame revelou que o acusado não possui distúrbios mentais e que tinha consciência sobre o ato criminoso. Uma pessoa normal não comete um crime dessa natureza. Ele agiu sob o efeito de entorpecentes e a crueldade revela que o réu possui algum distúrbio, com personalidade psicopata. Pessoas assim não se importam com a dor alheia, falou o defensor, que argumentou estar exercendo uma defesa técnica, em prol da sociedade. Oliveira apontou que na mesa da casa do réu havia uma substância entorpecente com indício de ser cocaína, na manhã do assassinato. No dia do crime foi coletado sangue dele. Quando tomei conhecimento desse fato solicitei à Justiça a realização do exame toxicológico pelo IML (Instituto Médico Legal), mas o material coletado foi perdido. É incompreensível a perda de uma prova judicial para um processo. O julgamento do argentino será presidido pela juíza Monica Perri. Bruna saia às 6 horas para comprar pão quando foi abordada pelo assassino, que a levou para dentro de casa e tentou estuprá-la. Sem conseguir o intento, a imobilizou e matou por asfixia. Ele tentou esconder o corpo dela embaixo de uma cama de casal. CASO KAYTO - Assim como no caso do argentino, o defensor público solicitou a abertura do incidente de insanidade mental para Edson Alves Delfino, de 29 anos, réu confesso do assassinato de Kaytto Nascimento, de 10 anos, em abril deste ano. O pedófilo será submetido a análise por peritos do IML no prazo de 45 dias e, se considerado inimputável, não será submetido a Júri Popular.