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CIDADES
Quinta-feira, 10 de Março de 2011, 21h:14

MAIS DEPREDAÇÃO

Apreensão da piracema sobe 55% em MT

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os dados finais sobre as ações de fiscalização e policiamento durante a piracema 2010/2011 mostram que a pesca predatória permanece forte nos rios mato-grossenses. Nos quatro meses de proibição da pesca, entre 1º de novembro e 28 de fevereiro, a quantidade de pescado apreendido dobrou em relação ao mesmo período da piracema anterior. Saltou de 8,5 toneladas para 15,5, quase 55% de aumento, conforme relatório da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Também chama a atenção o número de apetrechos proibidos usados para pesca, entre os quais redes, tarrafas, anzóis de ganho, espinhéis (linhas com dezenas de anzóis que atravessam o rio de um lado para o outro), além de carros, motores e embarcações (barcos e canoas). Foram pouco mais de 17 mil apetrechos retirados das mãos de praticantes e atravessadores da pesca predatória. Na piracema passada, as apreensões dessa modalidade não chegaram a 6 mil, para ser mais exato foram 5.886. Também foi maior o número de prisões de predadores, subindo de 65 para 71, conforme estatística divulgada ontem pela manhã. Nesse número estão os casos das pessoas autuadas por pescar ou transportar peixe no período proibitivo. Entre 2005 e 2010, as ações desenvolvidas durante o defeso resultaram na apreensão de 38,4 toneladas de peixes (pintado, pacu, dourado, piraputanga e outros), 8.423 anzóis comuns, 1.880 anzóis de galho, 1.571 redes, 479 espinhéis, 459 tarrafas, 66 armas de fogo, 246 canoas e 45 barcos. Resultou, ainda na aplicação de R$ 6,3 milhões em multas. Na avaliação do secretário estadual do Meio Ambiente, Alexander Torres Maia, a reativação do Batalhão Ambiental, órgão da Polícia Militar que ficou desativado durante três anos, fez toda diferença na repressão ao desrespeito do período de reprodução dos peixes. Como o número de fiscais da Sema é insuficiente, a presença dos policiais representou um grande reforço. Além disso, disse Maia, na tentativa de manter os pescadores profissionais longes dos rios, distribuíram cestas básicas de alimentos e ofereceram cursos semi-profissionalizantes ensinando-os a receber turistas e a produzir artesanatos. De acordo com o comandante do Batalhão Ambiental, tenente-coronel Helder Taborelli Sémpio, a unidade está atuando com 110 policiais e mantém companhias em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Barra do Bugres. Denúncias sobre pesca predatória e desmatamento podem ser feitas por meio da Ouvidoria Setorial pelo número 0800 65 3838, ou no site da secretaria, no endereço www.sema.mt.gov.br, por meio de formulário.

Edição EDIÇÃO 16967




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