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CIDADES
Sábado, 05 de Julho de 2008, 15h:00

Animal buscava alimento, diz especialista

O fato levou a Cáceres o biólogo Rogério Cunha de Paula, do Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação de Predadores Naturais (Cenafa/Ibama). Ele esteve no acampamento onde aconteceu o ataque, fez levantamentos e entrevistou pescadores. Pela avaliação do local, o biólogo afirma que encontrou pegadas de um animal adulto, macho, com peso estimado em mais de 100 quilos. Isso afasta a hipótese do ataque ter sido feito por uma fêmea ensinando o filhote a caçar. As hipóteses mais prováveis são que o felino, ou os felinos, atacaram para comer ou para marcar território. “Ataques assim são improváveis, mas não impossíveis”, afirma o biólogo. A vítima foi pega de surpresa, atacada pelas costas. O biólogo explica que a onça come a cabeça e órgãos internos, raramente devorando os órgãos inferiores do corpo. Segundo ele, o perigo de outros ataques existe e os pescadores que dependem do acampamento para o exercício da pesca devem tomar certos cuidados. Procurar locais mais descampados, acampar sempre em grupos, e fazer barulho ao chegar, como soltar bombinhas, por exemplo, são medidas indicadas. O biólogo afirma que não há perigo para turistas que apenas passam pela região. Segundo ele, existe um número considerável de onças pintadas no Pantanal, desde a região de Porto Jofre, Poconé até Cáceres, “mas não há como ter um número. Ouvi muitos relatos de visualizações em locais distintos. A onça está se acostumando com a presença do homem e isso pode facilitar o ataque”. O biólogo diz também que o ataque não foi por falta de alimento na região. “O acampamento foi levantado no habitat das onças. Constatei nas proximidades, além das pegadas, fezes dos animais e carcaças de jacarés, que foram devorados pelas onças.” (CND)

Edição EDIÇÃO 16962




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