Alguns sonham em comprar uma charrete para iniciar negócio
Enquanto uns já se consideram estabelecidos no negócio, outros sonham em comprar cavalo e charrete para ingressar na carreira. Jean Nunes Rondon, 27 anos, primo de João Batista da Silva, quer engrossar o grupo de parentes que vivem como charreteiros. Pelos cálculos dele, seriam necessários pelo menos R$ 1 mil para que pudesse se tornar patrão de si mesmo. Esse é meu sonho, confidencia o rapaz, que há alguns meses trabalha como auxiliar do primo. Tá difícil de arrumar esse dinheiro, lamenta. Quem vê o animal como meio de geração de renda, além de cuidados especiais com a saúde e alimentação dos cavalos, adota medidas de proteção curiosas. José Luiz da Silva, 27 anos, por exemplo, há anos pendurou no tapa-olho da égua Francisca um pingente em forma de anjo da guarda que achou entre os produtos descartados que transportava. Casado, um filho, Silva diz que teme pela vida da água, em especial o risco de enforcamento. Silva não sabe qual anjo pôs no animal, mas acha que a simpatia vem dando resultado. (AA)