CIDADES
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011, 18h:52
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VIAGENS
Aeroporto lota, mas não há atraso
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A movimentação de passageiros foi intensa ontem pela manhã no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Porém, durante a manhã nenhum atraso ou cancelamento de voo havia sido registrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em seu site, a Infraero informava que estavam programados 32 vôos até o meio-dia. Apesar das filas nos guichês, os passageiros encaravam a espera com tranquilidade. O terminal está lotado, não tem nem bancos vazios para a gente sentar. Mas isso é normal para esta época do ano, comentou o soldador Arley Borges da Silva, de 33 anos. Silva estava em Porto Velho (RO) e tinha como destino a cidade de Goiânia (GO). O único problema é que cheguei às 6 horas e vou ter que esperar até as 11 horas para embarcar novamente. Só esse intervalo é que é complicado esperar, criticou. Quem também aguardava era Wilson Rodrigues Mesquita, de 43 anos. Cheguei de Alta Floresta [800 km de Cuiabá] ainda de madrugada e meu vôo só sai às 12h30. Mas isso é por causa da empresa aonde trabalho. A espera é longa, mas vale a pena, pois vou passar o Natal com a família, disse Mesquita, que tinha como destino a cidade de Belém (PA). A preocupação deles era quanto à prevista paralisação dos aeroviários, que acabou suspensa. Ouvi falar da greve, mas por enquanto está indo tudo bem, emendou. Para quem se sentir prejudicado, a orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que apresente uma primeira reclamação à empresa aérea contratada. Desde outubro as companhias estão obrigadas a manter guichês para atendimento presencial nos aeroportos com movimentação acima de 500 mil passageiros por ano, onde é possível registrar reclamações em relação aos serviços prestados pela empresa, conforme informações da Agência Brasil. Caso não seja atendido, o passageiro também pode registrar reclamação contra a empresa aérea no escritório local da Anac, que vai analisar o fato e, se constatar o descumprimento de normas da aviação civil, poderá aplicar sanção administrativa à companhia. No Marechal Rondon, o passageiro também pode recorrer aos juizados especiais instalados em julho de 2010 para mediar conflitos entre usuários e empresas aéreas.