A Justiça adiou para o dia 14 de março a primeira audiência do processo criminal contra o professor de música Mário Felipe Bach, foragido da polícia e acusado de abusar sexualmente de crianças de 6 a 10 anos de idade em Várzea Grande. A audiência seria realizada ontem, mas, de acordo com o próprio advogado do professor, Jesuíno de Farias, o Ministério Público solicitou mais prazo para diligências no caso. A expectativa para a audiência é do aparecimento de Bach, que assegurou comparecer a fim de negar todas as acusações e provar sua versão dos fatos, segundo Farias. Com um mandado de prisão nas costas, Mário até hoje não foi encontrado pelas autoridades policiais. De acordo com Farias, ele estaria morando em Cuiabá com a esposa desde que fora acusado, mas, segundo a delegada Juliana Palhares, responsável pelo caso, nunca houve denúncia sobre o paradeiro do professor após sua mudança de Várzea Grande para Cuiabá. Já o advogado de Bach explicou que seu cliente só não se apresentou espontaneamente porque não quer ficar em cela comum pelo fato de ser deficiente visual e porque, caso se rendesse, ficaria mais difícil conseguir a revogação da prisão. Aliás, ontem mesmo Farias anunciou que protocolaria um pedido de revogação do mandado de prisão ainda sem cumprimento. Bach foi denunciado por estupro de vulnerável e preso em setembro de 2009. A prisão ocorreu quando ele comparecia por iniciativa própria na delegacia a fim de se defender das acusações de pedofilia que estavam recaindo sobre si. Havia uma prisão decretada pela Justiça. Bach teria abusado sexualmente de mais de 20 crianças, nas escolas onde lecionou e em sua casa, no Jardim Imperial. As acusações dão conta de que ele levava estudantes dizendo que completaria ensaios ou gravaria CDs, segundo as primeiras queixas apresentadas por pais de estudantes da escola municipal Lenine Povoas, no bairro Eliane Gomes. (RD)