O promotor de Cidadania e Defesa do Consumidor, Alexandre Guedes, moveu nesta semana uma ação civil pública questionando a forma como é calculado o valor da tarifa do transporte coletivo em Cuiabá. A justificativa é que mesmo após a conclusão do impasse quanto ao preço cobrado, em meio a embates jurídicos com empresários e prefeitura, e a definição e aprovação de R$ 2.05, não há uma fórmula única que determine qual deve ser o valor cobrado do passageiro. Para o promotor, o fato de serem utilizados dados não-padronizados, como preços de óleo diesel, pneus, e a falta de inserção do número de usuários dos microônibus, distorce o resultado final. Não quer dizer que a tarifa atual não seja a verdadeira. Na verdade, nós não sabemos qual é, se é a da CPI ou outra, lembrando do resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Câmara de Vereadores de Cuiabá em 2006, que apontou o valor de R$ 0,81. É preciso que haja um cálculo público e transparente da tarifa, defendeu. (ANB)