Cinco médicos se revezam para dar atendimento às unidades prisionais da Baixada Cuiabana e segundo o sindicato dos agentes prisionais, a Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior de Mato Grosso, não tem o profissional disponível. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado (Sindspen-MT), João Batista Pereira de Souza, os profissionais que chegam a trabalhar nos presídios não cumprem sequer a carga horária correta, que é de 40 horas. Ele afirmou ainda que um surto de tuberculose tomou conta do sistema prisional e mais de 200 detentos estão com a doença sem receber qualquer tipo de tratamento. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, o sistema enfrenta muitas dificuldades em manter os médicos. Ele afirmou que 40 profissionais que passaram no concurso chegaram a ser chamados, porém apenas um quis assumir. Segundo o gerente de saúde do Sistema Prisional, Ozano José Delgado, não há nenhum surto de tuberculose nas unidades. Ele assegurou que a doença foi diagnosticada em 56 presos na Penitenciária Central do Estado e duas internas do presídio feminino, porém todos estão realizando tratamentos para doença. (GN)