CIDADES
Quinta-feira, 05 de Março de 2009, 20h:29
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ALERTA
22 mil em áreas de risco na Capital
Chuvas impõem perigo de alagamentos em diversos bairros cortados por 26 córregos e próximos ao rio; área total corresponde a 1,3 mil quadras
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Cerca de cinco mil famílias que vivem em áreas de risco de inundação e alagamentos em Cuiabá estão em estado de alerta neste período de chuvas. Conforme dados da Defesa Civil de Cuiabá, são 22 mil pessoas vivendo em 1.377 hectares de áreas suscetíveis a desastres ambientais em decorrência de chuvas. Para efeito de comparação, uma quadra urbana padrão corresponde a um hectares, o que revela, a grosso modo, uma área total de risco que equivale a mais de 1,3 mil quadras por espalhadas por diversos bairros da Capital. O campo suscetível a alagamentos abarca regiões situadas próximas de córregos e do rio Cuiabá, em que a qualquer chuva forte e prolongada podem ser destruídas. Mesmo que este ano as chuvas estejam caindo de forma mais distribuída, o que garante o escoamento das águas, as famílias devem permanecer atentas. Pois uma chuva forte, com duração de duas horas, por exemplo, pode acarretar grandes destruições, afirma o coordenador da Defesa Civil, José Pedro Zanete. Ele explica que assim como no ano passado, nesta mesma época do ano, as chuvas tem caído com maior intervalo de tempo. Diferente das vezes em que houve inundações e alagamentos, quando as chuvas foram fortes e sem intervalos. Segundo o coordenador, famílias como a da dona-de-casa Vera Lucia Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que vivem às margens dos 26 córregos da cidade devem ficar preocupadas com as ocorrências constantes de chuva. Segundo ele, os córregos que oferecem mais riscos são os do Gambá, que corta os bairros São Matheus, Dom Aquino e Poção; do Barbado, na região baixa do Praeirinho; e Gumitá, no trecho próximo ao bairro Bela Vista. Moradora do bairro São Matheus há seis anos, Vera convive com o marido e mais três filhos às margens do Gambá, e quando chega nesta época do ano o medo de acordar com a casa alagada é grande. A moradora conta que apesar do bairro já ter sofrido várias inundações como a que ocorreu em 2007, quando dezenas de famílias foram retiradas e transferidas para conjuntos habitacionais na Capital , a casa dela, por estar construída acima da linha da rua, jamais foi invadida pelas águas da chuva. Já a dona-de-casa Elaine Josete de Lara, 32, que reside na região há 17 anos, diz que não temer o pior. É uma coisa que pode acontecer, mas eu não tenho medo. Ela afirma que mesmo com a garantia de receber outra casa jamais sairá do bairro. Não tenho interesse de sair daqui, que é perto de tudo, diz.