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BRASIL
Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 20h:38

MEDIAÇÃO

Temer minimiza inflação e prega unidade

Depois de Dilma Rousseff chamar setores da oposição de “golpistas”, Michel Temer disse que “não vale a pena” levar adiante essa discussão

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse ontem, ao ser questionado sobre a inflação de 8,89 nos últimos 12 meses, que as dificuldades na economia do país são "transitórias". Ele afirmou ainda que as medidas de ajuste fiscal conduzidas pelo governo federal darão conta de reverter esse cenário. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem, a taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses é a mais alta desde dezembro de 2003. “Ninguém ignora que há dificuldades transitórias em relação à economia, mas essas medidas todas que são tomadas pelo Executivo, com o apoio explícito do Congresso Nacional, é que reverterão essa tendência. Não tenho a menor dúvida disso”, afirmou Temer. “Pelo menos eu espero e o governo espera que, em breve tempo, não sei se nesse ano ainda, mas em breve tempo, esta reversão se verifique”, completou, após participar no Congresso de sessão de homenagem póstuma ao ex-deputado Paes de Andrade. Nesta semana, Temer é o presidente da República em exercício, devido à viagem da presidente Dilma Rousseff à Rússia. CUNHA O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também falou sobre a inflação após o evento. Para ele, o que preocupa não é a inflação em si, mas “o conjunto da economia”. “Que a inflação vai cair, quem tem um mínimo de conhecimento técnico, sabe que vai cair. Não é esse fator que preocupa. O que preocupa é o conjunto da economia como um todo”, disse. Ele ressaltou, no entanto, que o governo está ciente disse e tem agido. “Tanto o governo sabe disso que lançou esse programa de proteção ao emprego. Então, esse é o fato mais relevante nesse processo”, disse Cunha. UNIDADE Depois de a presidente Dilma Rousseff chamar setores da oposição de “golpistas”, o presidente em exercício Michel Temer disse que “não vale a pena” levar adiante essa discussão e, em um aceno aos partidos adversários, defendeu “uma grande unidade nacional”. “Não devemos discutir esse tema, devemos pensar no Brasil. A oposição existe também para ajudar a governar, mesmo quando critica. Temos que fazer uma grande unidade nacional, mais do que nunca é necessário o pensamento conjugado dos vários setores da nacionalidade, portanto dos vários partidos políticos, para que caminhemos juntos em beneficio do Brasil. Não vale a pena levar adiante essas discussões”, disse Temer, depois de participar, na Câmara, de sessão solene em homenagem ao ex-deputado Paes de Andrade. Em entrevista para o jornal “Folha de S. Paulo”, publicada anteontem, a presidente Dilma chamou a oposição para a briga. Os discursos de lideranças do PSDB, em convenção no último domingo, apostando no afastamento da presidente funcionaram como catalisador da reação do governo e do PT, que passaram a chamar a oposição de “golpista”.

Edição EDIÇÃO 16966




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