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BRASIL
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009, 19h:37

RESPOSTA

Sarney pede retratação da Revista 'The Economist'

GUSTAVO URIBE e ANA PAULA SCINOCCA
Da Agência Estado – São Paulo
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), enviou à revista The Economist esta semana uma sucinta carta, com quatro parágrafos, pedindo a retratação da publicação, que avaliou a vitória do peemedebista na disputa pela presidência do Senado como um retorno ao "semifeudalismo". Intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", a reportagem da The Economist fala da trajetória política de Sarney e do número de vezes em que o peemedebista foi eleito para cargos públicos, recomendando que talvez fosse "hora de Sarney se aposentar". Na carta, Sarney defendeu-se das acusações da revista e disse ser reconhecido como o "presidente da transição democrática". "A história julgará meu papel, mas sou reconhecido como o presidente da transição democrática, da convocação da Assembleia Constituinte e que priorizou o desenvolvimento social, o que permitiu o surgimento de uma sociedade verdadeiramente democrática e levou um operário a ser eleito presidente da República", disse o senador, referindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O peemedebista também rebateu na carta a afirmação da revista de que a família Sarney mantém o poder no Maranhão por meio de uma estação de TV associada à Rede Globo, pela qual "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã". "Nos últimos sete anos um grupo político rival controla o governo estadual do Maranhão", afirmou. DEFESA O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu ontem o fim da verba indenizatória. Mas os senadores não perderiam dinheiro. Há um movimento no Congresso para incorporá-la ao salário. Atualmente, senadores e deputados têm direito a R$ 15 mil mensais para pagamento de despesas com o mandato no Estado. Na Câmara, depois do escândalo envolvendo o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), que acabou renunciado ao posto de segundo vice-presidente e corregedor marcado pela suspeita de ter usado irregularmente a ajuda de custo, os deputados decidiram dar mais transparência a estes gastos. Desde que o episódio veio à tona, alguns parlamentares têm defendido o fim da verba indenizatória. O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) chegou a apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para acabar com a verba e aumentar os salários dos congressistas de R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil, mesmo valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) mostrou-se favorável à PEC de Mozarildo. "Sou favorável a tudo que facilite nossa vida. Acho a equiparação com os salários dos ministros do Supremo razoável, até porque haverá uma economia", disse. "Eu não sei se essa (PEC do Mozarildo) é a melhor forma, mas, realmente, nós temos que encontrar um meio de acabar com a verba indenizatória, que tem criado tantas discussões e tem criado tantos problemas", disse Sarney.

Edição EDIÇÃO 16964




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