NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

BRASIL
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014, 21h:08

Recurso levará quase um ano para ser julgado

GRACILIANO ROCHA
Da Folhapress – Módena, Itália
O novo julgamento do pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato deve levar de oito meses a um ano, segundo estima o criminalista italiano Alessandro Sivelli, que defende o petista. O relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, disse não acreditar que a Justiça italiana tenha negado a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato como forma de retaliar o Brasil, que também não permitiu a ida de Cesare Battisti para a Itália. Segundo ele, o país europeu tem uma democracia madura, que não deixaria que um caso judicial tivesse influência sobre outros. "Itália é uma democracia madura, conduzida por líderes experientes, não veria nenhum sentido nisso. A decisão de conceder ou não extradição é um ato de soberania do Estado. De modo que se a Itália decidir em instância final que não deve extraditar, Brasil deverá respeitar e de preferência sem fazer comentários depreciativos, como aconteceu no caso Cesare Battisti", disse. O ministro ainda informou que, apesar de estar respondendo em liberdade ao processo de extradição, Pizzolato será considerado um foragido, que pode ser preso caso deixe a Itália. Em relação aos presídios brasileiros, argumento usado para impedir a extradição, o ministro disse ser um "crítico severo" das condições dos estabelecimentos prisionais, mas ressaltou que sobre o presídio da Papuda, onde estão condenados do mensalão em Brasília, não há registros negativos. "Na papuda as condições são razoáveis ou pelo menos não chegou a esse relator nenhuma notícia de que algo atentatório à dignidade da pessoa humana tenha acontecido na Papuda. Eu não sou um defensor do sistema penitenciário brasileiro, sou um crítico. Em muitos espaços desse sistema há atentados dramáticos à dignidade da pessoa humana, porém este não é o caso no presidio da Papuda em Brasília", disse. MARCO AURÉLIO Quem também falou sobre a condição nas prisões do Brasil foi o ministro Marco Aurélio Mello. Para ele, Pizzolato, por ter cidadania italiana, exerceu "um direito" de não se submeter "às condições animalescas" das penitenciárias no país. Ele ainda considerou ser uma "vergonha" para o Brasil ter um pedido de extradição rejeitados por conta da condição do sistema prisional.

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL