BRASIL
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014, 20h:10
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MARINA/CAMPANHA
PSB quer evitar palanques "desconfortáveis"
O PSB vai escalar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), para estar ao lado dos aliados nos Estados em que a ex-ministra se recusa a fazer campanha
MARINA DIAS,RANIER BRAGON e DANIELA LIMA
Da Folhapress Brasília
Após reunião de quase seis horas em Brasília com dirigentes do PSB e da Rede, Marina Silva disse ontem que vai manter a postura em relação aos acordos regionais feitos por Eduardo Campos e não subirá nos palanques como os de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Marina foi contrária a várias alianças locais e comunicou ao PSB que vai manter sua posição. De acordo com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que esteve na reunião, Marina "não vai aonde já não iria". "Não há desconforto, tudo o que foi combinado com Eduardo será mantido", declarou Casagrande. O PSB vai escalar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), para estar ao lado dos aliados nos Estados em que a ex-ministra se recusa a fazer campanha. Integrantes do PSB que estavam na reunião, como o presidente do partido, Roberto Amaral, o secretário-geral, Carlos Siqueira, o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, o prefeito de Recife, Geraldo Julio, e Albuquerque saíram por volta das 16h30 de ontem da Fundação João Mangabeira com destino à sede do partido em Brasília. É lá aconteceu a reunião da executiva da legenda, para chancelar a chapa de Marina e Albuquerque. Ao chegar à sede do PSB em Brasília, o o deputado sinalizou a disposição de ambos de ratificar os acordos eleitorais alinhavados por Eduardo Campos. "Marina e Beto não vão fazer o que querem, vão fazer o que Brasil exige, precisa e que está no nosso programa", afirmou Albuquerque. A ex-senadora permaneceu com aliados da Rede na sede da fundação e só foi para o PSB no início da noite, apenas para uma coletiva de imprensa. O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente ainda nesta quarta. Amaral prometeu a Marina que ela não precisará permanecer no partido caso seja eleita. AÉCIO O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, minimizou ontem as informações de que os tucanos estariam preocupados com o enfraquecimento de sua campanha após a entrada da ex-senadora Marina Silva no páreo presidencial pelo PSB. "Eleição tem muita especulação", afirmou. "Não sei contra quem eu vou, mas garanto que estarei no segundo turno", concluiu. O tucano falou sobre o assunto ao encerrar um evento com sindicalistas vinculados a três centrais na tarde de ontem. Ele disse que, se eleito, terá diálogo permanente com as categorias e acusou a presidente Dilma Rousseff (PT) de governar de costas para os trabalhadores. Ele voltou a dizer que o PT "mente" e espalha boatos de que, com ele na Presidência, não haverá mais aumento real do salário mínimo. "Os que fracassaram devem deixar o caminho aberto", disse. O candidato disse ainda que o partido de Dilma "se apequenou ao assumir o poder". Aécio recebeu uma pauta de reivindicações dos sindicalistas que discursaram a seu favor. O evento foi organizado pela Força Sindical, que apoia o tucano.