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BRASIL
Terça-feira, 08 de Dezembro de 2015, 20h:07

PROCESSO

Protestos adiam decisão sobre Cunha mais uma vez

A estratégia de adiar ainda mais a decisão partiu também da defesa Cunha

O impasse nas discussões sobre a votação do parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) sobre o processo que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enfrenta no Conselho de Ética foi interrompido, ontem, por manifestantes que entraram no salão aos gritos de "Fora, Cunha!". Ao longo de toda a reunião, parlamentares aliados do peemedebista protelaram o quanto puderam a votação, com questionamentos já debatidos nos encontros anteriores. A reação dos deputados que votarão pela admissibilidade do parecer contra Cunha foi acusar os aliados do presidente da Casa. Diante de protestos pelo adiamento da reunião sob o argumento de que o plenário da Câmara havia iniciado o processo de instauração do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou que a discussão será retomada hoje, às 13h30. A estratégia de adiar ainda mais a decisão partiu também da defesa de Eduardo Cunha. O advogado Marcelo Nobre voltou a falar sobre o recurso apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento de Pinato. O advogado alegou que, ao escolher o relator, o presidente do Conselho não levou em consideração que o deputado é do mesmo bloco partidário que o presidente Eduardo Cunha. Nobre afirmou que também entrou com recurso regimental à Mesa, solicitando o afastamento de Pinato. “As delações não fazem prova de nada”, criticou. Segundo o advogado, Eduardo Cunha não mentiu na CPI. O deputado Manoel Junior (PMDB-PB) formulou questão de ordem pedindo mais uma vez o afastamento do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) do Conselho de Ética. Segundo Manoel Junior, por Delgado ter sido candidato contra Cunha para presidência da Casa, ele não possui isenção para julgar. “A posição de Delgado superou a disputa eleitoral. Ele não detém a imparcialidade necessária”. NEGA O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou ontem um pedido feito pela defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para trocar o relator no processo que tramita contra ele no Conselho de Ética. Para o ministro, o pedido não apresenta nenhuma questão constitucional que permita ao STF interfirir no caso. Em sua decisão, porém, Barroso afirmou que trata-se de "interpretação de dispositivos internos da Câmara". Para ele, Nesse contexto, "a questão deve, em princípio, ser resolvida pela própria instância parlamentar, sem intervenção do Judiciário".

Edição EDIÇÃO 16967




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