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BRASIL
Quinta-feira, 02 de Maio de 2013, 21h:30

DESPESAS

Previdência registra déficit

A Previdência registrou déficit de R$ 5 bilhões em março de 2013, 165,9% a mais do que no mesmo mês em 2012 e 42,8% a mais do que a necessidade de financiamento registrada em fevereiro. Em março, foram arrecadados R$ 22,7 bilhões e gastos R$ 27,7 bilhões. Segundo a Previdência, o saldo negativo foi o resultado, principalmente, do aumento de despesas geradas pelo reajuste do salário mínimo em janeiro (de R$ 622 para R$ 678) e de pagamentos de benefícios por incapacidade - responsável pelo gasto de R$ 1,1 bilhão. No setor urbano, houve saldo positivo de R$ 478,7 milhões, resultado da arrecadação de R$ 22,2 bilhões e despesas de R$ 21,7 bilhões. No rural, a arrecadação chegou a R$ 483,5 milhões e os gastos a R$ 6 bilhões - 3,6% a mais do que em março de 2012. Esse déficit, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS), foi o que teve impacto negativo sobre o saldo do mês. Em relação aos benefícios, foram pagos mais de 30,1 milhões - dos quais 25,3 milhões foram previdenciários. Os acidentários foram 833,4 mil e os assistenciais, pouco mais de 4 milhões. O valor médio dos benefícios pagos em março foi R$ 869,32, menor do que os R$ 901,39 pagos em fevereiro. A média paga aos segurados, entre janeiro e março, foi R$ 904,05. CAUSA No mês passado, a arrecadação federal caiu por causa das desonerações e do ajuste da declaração de renda das empresas. Ao longo do ano, médias e grandes empresas pagam Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido com base em estimativas de lucro. No entanto, como as empresas lucraram menos no ano passado por causa da crise econômica, o ajuste foi maior que o esperado, o que derrubou a arrecadação em março. Apesar da queda expressiva observada em março, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, manteve a previsão de que a arrecadação federal se recuperará no segundo semestre, mesmo com as desonerações estimadas em R$ 70 bilhões para este ano, valor que pode aumentar caso o governo anuncie novas reduções de tributos. Segundo o secretário, apesar de terem impacto no caixa do governo, as desonerações contribuirão para a melhoria da arrecadação por estimularem o crescimento econômico. “As desonerações têm um efeito sobre a arrecadação, mas, por outro lado, as receitas tendem a responder ao crescimento da economia, que é impulsionado justamente pelas reduções de impostos”, declarou. Ele, no entanto, evitou dar alguma estimativa de quanto a receita do governo deve crescer em 2013, alegando que a previsão oficial estará no decreto que contingencia (bloqueia verbas) do Orçamento, previsto para sair nos próximos dias. Em relação à desaceleração dos investimentos observada em março, Augustin declarou que a redução do ritmo de crescimento foi pontual e que as despesas com obras públicas voltarão a crescer nos próximos meses até fechar o ano com crescimento maior que os gastos de custeio (manutenção da máquina pública). “É importante lembrar que, no ano passado, a base de comparação foi alta porque o governo investiu muito. Essa desaceleração não é uma tendência para o ano”, ressaltou.

Edição EDIÇÃO 16967




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