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BRASIL
Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012, 20h:20

CÂMARA

Presidente descarta convocação de Mantega

A convocação seria para o ministro prestar esclarecimentos sobre mudanças no comando da Casa da Moeda, Mantega avisa que cortes no Orçamento deste ano não estão definidos

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), descartou ontem uma convocação, no plenário, do ministro Guido Mantega (Fazenda) para prestar esclarecimentos sobre mudanças no comando da Casa da Moeda. Para o petista, "essa questão não é um grande tema nacional, é um tema específico que, por isso, tem que ser discutido nas comissões". A base governista no Senado deve blindar o ministro Guido Mantega (Fazenda) e derrubar os requerimentos da oposição que pedem que ele fale na Casa sobre a demissão de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa da Moeda por suspeita de corrupção. Mantega, no entanto, deve ir à Comissão de Assuntos Econômicos em março, segundo o líder do PT, Walter Pinheiro (BA), para falar sobre o cenário econômico internacional, como é tradição na reabertura dos trabalhos do Senado. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a oposição quer politizar um caso que já teve um desfecho, com a saída de Denucci, e criar uma crise fictícia. REQUERIMENTO Pela manhã, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) protocolou requerimento que pede esclarecimentos a Mantega. O líder do partido, deputado ACM Neto (DEM-BA), manifestou a vontade de votar o documento ainda ontem. "Não vejo problema em o Mantega vir tratar de grandes assuntos. Ele sempre veio à Câmara, mas esse não é um grande tema nacional", afirmou Maia. A demissão de Luiz Felipe Denucci da Casa da Moeda aconteceu após o governo descobrir que o jornal preparava reportagem sobre "offshores" que Denucci e integrantes de sua família mantinham no exterior. Mantega foi informado sobre as suspeitas de irregularidades há alguns meses. A indicação de Denucci para o cargo é controversa. Mantega diz que o apadrinhado do ex-titular da Casa da Moeda é o PTB. Já o presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, diz que o partido apenas chancelou a indicação feita pelo ministro. ORÇAMENTO O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sair para uma reunião com a presidenta Dilma Rouseff, informou que ainda não há definição sobre o tamanho do corte que o governo fará no Orçamento-Geral da União deste ano. Há duas semanas, na primeira reunião ministerial do ano, Mantega tinha se limitado a informar que o tamanho do corte será o necessário para garantir o cumprimento integral da meta de superávit primário deste ano, de R$ 140 bilhões para União, estados, municípios e estatais. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Também na reunião ministerial, o ministro tinha declarado que o valor final do corte sairia em fevereiro. Para chegar ao valor final do contingenciamento, o governo precisa não apenas levar em consideração a meta de superávit primário, mas, também, reestimar as receitas em relação ao montante aprovado pelo Congresso para o Orçamento. Somente então a equipe econômica pode definir o volume de despesas autorizadas e, portanto, o tamanho do bloqueio de verbas.

Edição EDIÇÃO 16962




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