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BRASIL
Quarta-feira, 25 de Junho de 2014, 20h:40

TRANSPORTES

PR pressiona e Dilma troca ministro

A mudança faz parte de uma exigência do PR para apoiar a reeleição de Dilma. Se confirmado o apoio do PR, Dilma ganhará pouco mais de um minuto de televisão

ANDRÉIA SADI, NATUZA NERY, FLÁVIA FOREQUE,TAI NALON e RANIER BRAGON
Da Folhapress – Brasília
Pressionada pelo PR, a presidente Dilma Rousseff nomeou ontem Paulo Sérgio Passos para a vaga deixada por César Borges no Ministério dos Transportes. Borges, por sua vez, segue para a Secretaria de Portos, que era ocupada por Antonio Henrique, que deve seguir na pasta como secretário-executivo. A mudança faz parte de uma exigência do PR para apoiar a reeleição de Dilma. Se confirmado o apoio do PR, ela ganhará pouco mais de um minuto de televisão em seu horário eleitoral. A parceria com o PR começou ainda em 2002, quando José Alencar concorreu às eleições presidenciais como vice de Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-governador da Bahia, ex-senador e ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Borges assumiu em abril de 2013 o lugar de Paulo Sérgio Passos, que estava no cargo desde julho de 2011. Apesar de filiado ao PR, Borges era considerado uma escolha técnica da própria presidente e não da legenda. Paulo Sérgio Passos deixou a pasta pelos mesmos motivos que levaram a sigla a exigir a saída de Borges: não atender os interesses da legenda. A cúpula do PR prefere a volta de Passos: alega que Borges tem uma "vida autônoma" no ministério, não recebe parlamentares da bancada e não despacha com indicados da sigla que estão na pasta. Veja a íntegra da nota: A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (ontem) mudanças no seu ministério. O Ministério dos Transportes passa a ser ocupado pelo ex-ministro Paulo Sérgio Passos. O ministro César Borges passa a ocupar a Secretaria Nacional dos Portos. PTB Após ter a pré-candidatura abandonada pelo PTB e negociar com o PR sua permanência na aliança na corrida à reeleição, a presidente Dilma Rousseff atacou ontem, sem citar nomes ou legendas, quem entra em acordos por "conveniências" e não por "convicções". "Tem uma espécie de esperteza que tem vida curta", disparou. Ela disse, em claro recado às siglas que abandonaram seu projeto de reeleição, que "lealdade é uma das bases da política feita com grandeza". "Não é subordinação cega. É confiança mútua. É respeito próprio e pelo outro. É zelo rigoroso pela palavra dada e empenhada. Engana-se quem defende a tese que não há compatibilidade entre a lealdade e a política." "Tem uma espécie de esperteza que tem vida curta. A política que aprendi a praticar ao longo da vida, desde a minha juventude, que me levou inclusive à prisão, ela implica em construir relações que sejam baseadas, como disse muito bem o Guilherme Afif [ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa], não em conveniências mas em convicções", continuou. "Acredito que nós, na vida política, não podemos prescindir do compromisso com a verdade, com a ética, com o sentimento de parceria, com a solidariedade, com o respeito. por isso, eu fico muito feliz e me sinto muito bem de estar aqui entre vocês", disse.

Edição EDIÇÃO 16967




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