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BRASIL
Terça-feira, 09 de Abril de 2013, 20h:10

FELICIANO/COMISSÃO

Político ignora apelos e diz que fica

Ignorando apelos de líderes dos partidos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que permanecerá na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Em reunião com os líderes, no entanto, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), derrubou a decisão de fechar as reuniões da comissão. A medida foi tomada na semana passada por Feliciano para evitar protestos durante as sessões. O deputado se reuniu ontem com os lideres da Câmara para discutir sua situação à frente da comissão. Desde que assumiu o posto, no dia 7 de março, o parlamentar, que é pastor evangélico, virou alvo de protestos que o acusam de racismo e de homofobia. Ele nega e resiste em deixar a presidência da comissão. De acordo com o regimento da Casa, ele não pode ser destituído. "Eu fico. Eu fui eleito democraticamente", afirmou. "Amanhã (hoje) nós vamos abrir a sessão. Sessão aberta. Se houver manifestação, vamos ao regimento, artigo 272 [para fechar]", completou. Feliciano disse ainda que teve apoio da maioria dos lideres para permanecer na presidência da comissão. "A maioria dos líderes foi a favor da minha permanência, porque é regimental. Me deem uma chance de trabalhar", afirmou. Segundo relatos de líderes que participaram da reunião, ele pediu um voto de confiança para trabalhar e prometeu mostrar trabalho. Um momento de mal-estar, segundo relatos, ocorreu quando Feliciano disse que só avaliaria deixar o cargo se os deputados petistas José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP), condenados no mensalão, deixassem a Comissão de Constituição e Justiça.

Edição EDIÇÃO 16962




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