BRASIL
Sexta-feira, 08 de Agosto de 2014, 19h:36
A
A
GOIÂNIA
Polícia prende suspeito de matar mulheres
Desde o início do ano, 15 mulheres foram assassinadas por um motoqueiro em Goiânia. A polícia também investiga a morte de um homem, nas mesmas circunstâncias
PIETRO BOTTURA
GOIÂNIA, GO
A Polícia Civil de Goiás anunciou ontem a prisão de um suspeito de envolvimento na morte de mulheres em Goiânia. Desde o início do ano, 15 mulheres foram assassinadas por um motoqueiro na capital goiana. A polícia também investiga a morte de um homem, nas mesmas circunstâncias, e uma tentativa de homicídio - outra tentativa de homicídio, que estava sendo apurada junto, foi descartada. O superintendente da Polícia Civil de Goiás, Deusny Aparecido Silva Filho, disse que há duas evidências contra o suspeito, sem dar detalhes. Ele não informou se o homem é suspeito de uma ou mais mortes e disse que ele negou envolvimento nos crimes. Também foram apreendidas uma moto e vestimentas pretas. "Ele já é conhecido no meio policial por roubo a mão armada, formação de quadrilha e outros crimes", disse. O suspeito foi preso em sua casa na quinta-feira e não ofereceu resistência. A prisão preventiva já foi decretada. Para chegar ao suspeito, que não teve o nome divulgado, foi importante o depoimento de uma testemunha. Segundo a polícia, um caminhoneiro presenciou um dos crimes e seguiu o homem por dois quilômetros. Questionado se a descrição física batia com a do suspeito de cometer os crimes - alto (1,80 m) e moreno claro -, o superintendente confirmou, mas disse que essas caraterísticas são muito genéricas e que só elas não seriam suficientes para apontá-lo como suspeito. A polícia disse ainda que a motivação dos crimes continua desconhecida. EMPRESÁRIA A Polícia Civil do Rio apresentou na manhã de ontem três homens suspeitos de realizar o assalto que resultou na morte da empresária Maria Cristina Guimarães, 66, sócia do restaurante Guimas, na Gávea, zona sul da cidade, no último dia 17 de julho. Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, 28, foi apontado como o autor do tiro à queima-roupa que matou a empresária. A polícia afirmou que os três fazem parte de uma quadrilha especializada no crime conhecido como "saidinha de banco" - outras dois integrantes do bando estão sendo procurados. O CRIME Conhecida pelos amigos como Tintim, a empresária foi morta com um tiro na cabeça depois de sair de um banco próximo ao restaurante com cerca de R$ 13 mil que havia sacado. Segundo testemunhas, ao dobrar a esquina, andou por alguns metros, parou na banca de um camelô e, em seguida, acabou interceptada por dois homens que ocupavam uma moto. Um dos assaltantes desceu da moto e exigiu que ela entregasse o dinheiro que havia sacado minutos antes. No instante da abordagem, ela se recusou a dar a bolsa, segundo relatos dos presentes. O assaltante a agarrou pelo pescoço. Depois, atirou na têmpora, à queima-roupa, o que causou a morte instantânea da empresária. Os dois criminosos fugiram na moto. De acordo com um policial que chegou minutos depois ao local, os R$ 13 mil sacados na agência seriam usados para pagamentos do restaurante. Maria Cristina deixou três filhas: Domingas, Bebel e Luiza. PERFIL DA VÍTIMA Em parceria com o marido, Chico Mascarenhas, e com um casal de amigos, Ricardo e Priscilla Guimarães, Maria Cristina fundou o bistrô Guimas em 1981. O nome do restaurante é resultado da combinação dos dois sobrenomes. Inspirada nos bistrôs parisienses, a casa deu início à boêmia na região. A popularidade do Baixo Gávea deve muito ao Guimas. Na noite carioca, o Guimas se manteve ao longo de três décadas como um endereço tradicional. Nos almoços de fim de semana, era ponto de encontro de famílias.