BRASIL
Quinta-feira, 24 de Julho de 2014, 20h:03
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CASO BRUNO
Polícia paradeiro de Eliza Samudio
Jorge Rosa Sales, 21, primo do goleiro Bruno Fernandes, que foi condenado pela morte de sua ex-amante Eliza Samudio, foi interrogado pela Polícia Civil de Minas Gerais na tarde de ontem. O delegado Walter Pinto, chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), pretende checar a veracidade das declarações dadas por Sales a uma rádio sobre a suposta localização do corpo de Eliza, desaparecida em 2010. Em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, veiculada na manhã de ontem, Sales afirmou que Eliza está enterrada perto do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Ele disse que ajudou a enterrar o corpo da ex-modelo. Sales, que era menor de idade na época do crime, foi condenado e cumpriu medida socioeducativa em Minas Gerais pelo sumiço de Eliza. Ele foi solto em setembro de 2012. Segundo a polícia, o rapaz presenciou a morte de Eliza na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como o assassino. Na entrevista, o primo do goleiro disse que Bruno não participou nem tinha conhecimento da morte de Eliza. ZELADOR A Justiça aceitou a denúncia contra o casal Eduardo Martins e Ieda Cristina, acusado de matar o zelador Jezi Lopes de Souza, em 30 de maio, no prédio em que moravam na zona norte de São Paulo. Com isso, os dois viraram réus no processo. De acordo com a decisão do juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, o casal vai responder por homicídio doloso, com motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, pela ocultação de cadáver e por ter alterado a cena do crime. Martins também deverá responder por falsificação de documento. A Justiça determinou ainda a prisão preventiva de Ieda. Ela está presa temporariamente no Rio de Janeiro sob suspeita de envolvimento na morte o ex-marido, o empresário José Jair Farias, mas deverá agora ter o tipo de prisão alterado, ficando detida até o júri, além de ser transferida para São Paulo. Martins já teve a prisão preventiva decretada no último dia 17 pela Justiça paulista e está preso. O zelador foi morto dentro do apartamento do casal, na rua Zanzibar, na região da Casa Verde. Imagens do circuito interno do edifício registraram os últimos momentos em vida do zelador. No elevador, ele se preparava para entregar correspondências nos apartamentos. Eduardo, que mora no 11º andar, disse à polícia que discutiu e brigou com o zelador naquela tarde e que a vítima morreu ao bater a cabeça no batente de uma porta. Segundo relatos do próprio publicitário e da família do zelador, eles discutiam com frequência por motivos banais, como a entrega de jornais e vagas na garagem do prédio. O zelador havia registrado no livro interno de ocorrências do condomínio um relato de ameaça feita pelo publicitário.