Poucos minutos antes da assembleia da categoria, que será realizada na tarde de ontem, em Salvador, integrantes do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia colaram cartazes nos muros do Sindicato dos Bancários, local da reunião. Com mensagens que recomendam "corpo mole" e "omissão" durante o Carnaval, os grevistas manifestaram apoio ao líder do movimento preso, Marco Prisco, chamado de "herói". As mensagens nos cartazes atacavam ainda o governador Jaques Wagner e seu partido, o PT. "Por que o assassino terrorista Cesare Batiste (SIC) foi anistiado pelo governo do PT e este governo do PT não quer anistiar Prisco (...)", dizia o manifesto. HOMICÍDIOS Chegou a 159 o número de homicídios registrados em Salvador e região metropolitana desde o início da greve dos policiais militares da Bahia. Ontem, três pessoas foram assassinadas, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. Na quarta-feira, nono dia de paralisação, a quantidade de casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) na região superou os 137 computados em todo o mês de fevereiro de 2011. O quarto dia da greve foi o mais violento, com 32 assassinatos. Os três óbitos de ontem foram registrados na cidade de Simões Filho, na Grande Salvador. As vítimas, todas do sexo masculino, foram mortas por volta das 9h30. A identidade dos três ainda é ignorada. Os PMs em greve na Bahia fazeram, ontem às 16h, uma assembleia no Ginásio do Sindicato dos Bancários, no Largo dos Aflitos. Ontem de manhã, não foram vistos manifestantes no local, mas a estratégia do grupo mudou desde que eles desocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia na quinta. Eles decidiram se reunir apenas para votar a continuação do movimento.