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BRASIL
Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:08

“INQUISIÇÃO”

PMDB já fala em enterrar investigação contra Roriz

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), criticou ontem indiretamente a disposição do corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), de investigar as denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). "Não podem fazer do Senado um tribunal de inquisição", afirmou ele. A pedido de Roriz, Raupp faz as intermediações entre o senador e o restante do PMDB, prestando esclarecimentos e fazendo sua defesa. No que depender do PSOL o caso pode ser levado ao Conselho de Ética do Senado. O partido quer se unir ao PV, PPS e PDT para que juntos apresentem uma representação contra Roriz. Escutas feitas pela polícia flagraram Roriz negociando a partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso durante a Operação Aquarela. A partilha seria feita no escritório de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Neste mesmo dia, Constantino sacou R$ 2,2 milhões no BRB. Por intermédio de sua assessoria, Tuma reiterou que pretende requisitar hoje os documentos e gravações referentes ao caso Roriz. O pedido será feito ao Ministério Público Federal e à Polícia Civil do Distrito Federal. Roriz, por meio de seus assessores, disse que fará um pronunciamento no plenário do Senado até sexta-feira. A idéia dele é apresentar documentos que afirma que comprovam que as denúncias são improcedentes. Roriz e Nenê Constantino divulgaram notas oficiais em que se defendem das acusações e negam irregularidades. Ontem à tarde, promotores do Ministério Público do DF se reuniram para discutir detalhes sobre o material investigado durante a Operação Aquarela - que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB. A parte sobre a gestão de Roriz no governo do DF foi remetida em abril para o Ministério Público Federal e o próprio procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, pretende conduzir as investigações. Não há prazo para as conclusões.

Edição EDIÇÃO 16967




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