A compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) é considerada fundamental e urgente pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, mas ainda não foi discutida em profundidade com a presidenta Dilma Rousseff. Amorim, que participou ontem de audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, destacou a relevância do assunto devido ao estado dos caças Mirage que país detém e do tempo que as empresas que produzem os aviões levam para entregá-los. Até o final de 2013, nenhum dos 12 Mirages que estão em Anápolis estará em condição de atuar plenamente. É algo realmente muito urgente, muito importante. A necessidade de defesa da Amazônia, das fronteiras, impõe que nós tenhamos uma aviação de caças adequada, afirmou Amorim. Apesar disso, o ministro disse que falou apenas superficialmente sobre o assunto com a presidente. Amorim ressaltou ainda que os aviões não serão escolhidos apenas pelo preço, por considerar que em defesa, o barato sai caro. A transferência de tecnologia, já colocada como requisito na escolha dos caças, será fator determinante. Há atenção prioritária à transferência de tecnologia. Não apenas a promessas de transferências de tecnologia, mas a questões contratuais e à presença de empresas brasileiras no processo de transferência, explicou o ministro.