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BRASIL
Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 19h:46

FUNCIONÁRIOS FANTASMAS

Oposição pede investigação na Câmara sobre denúncia

Líderes da oposição pediram ontem investigações sobre a atuação de funcionários da Câmara. Deputados oposicionistas criticam a declaração do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), de que a maioria dos funcionários "jamais pisou" na Casa, e por isso, acham que o fato tem que ser apurado pelo presidente Marco Maia (PT-RS). Para o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), a declaração de Vaccarezza coloca a Câmara em uma situação ruim. "Cabe ao presidente investigar isso imediatamente, zelar pela Casa, pela boa norma do parlamento", afirmou Bueno. O líder tucano, Duarte Nogueira (SP), ironizou e disse que Vaccarezza "já deu declarações melhores". "Ele que deveria justificar se esse tipo de coisa é comum. São coisas diferentes: funcionários de gabinetes que podem atuar nos Estados e os funcionários das lideranças, que precisam bater ponto, como era o caso de Lupi." A declaração foi dada por Vaccarezza, mais cedo, ao tentar minimizar a denúncia de que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário-fantasma da Câmara por seis anos. O ministro, no entanto, ocupava um CNE (Cargo de Natureza Especial). Pelas regras da Casa, ocupantes desses cargos precisam trabalhar nos gabinetes em Brasília. Marco Maia já afirmou que a Casa vai analisar se Lupi deve ressarcir à Câmara. INFORMAÇÕES O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), pediu hoje à Diretoria-Geral da Casa um levantamento sobre o período em que o atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi, trabalhou na Casa ocupando cargo de natureza especial (CNE). O pedido foi feito em virtude da publicação de denúncias apontando ilegalidade na ocupação do cargo de CNE pelo ministro. Marco Maia disse que o pedido é para que ele saiba em que condições o ministro foi contratado da Câmara e, se houve ou não alguma ilegalidade no ato. Maia informou que a partir do recebimento dessas informações, o que deverá ocorrer hoje, é que ele tomará uma posição sobre o fato. Segundo ele, houve modificações nas normas sobre ocupação de CNEs na Câmara nos últimos anos. “Hoje não há nenhuma possibilidade de ocupante de CNE trabalhar fora da Câmara. Se for constatada irregularidade, vamos abrir sindicância para apurar o caso”, disse Maia.

Edição EDIÇÃO 16967




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