NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 02 de Abril de 2011, 13h:19

TABELA DO IR

Oposição insiste em ampliar correção

A oposição vai tentar ampliar a correção da tabela do Imposto de Renda durante a votação, no Congresso, da medida provisória que a corrigiu em 4,5%. O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), apresentou em nome do partido emenda à MP para que as tabelas sejam corrigidas pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) entre 2011 e 2013. Na Câmara, o PPS apresentou emenda com teor semelhante, vinculando a correção ao índice do IPCA. Dias disse que a previsão do IPCA em 2011 se aproxima do teto inflacionário de 6,5% - o que permitiria uma correção maior aos contribuintes. "A proposta do governo de se corrigir a tabela do imposto em 4,5% não passa, na verdade, de uma forma de se aumentar impostos de forma indireta, submetendo os contribuintes a uma sobretaxação injusta que, inclusive, penaliza com mais rigor aqueles que ganham menos", disse o tucano. A iniciativa não deve prosperar na Câmara nem no Senado, onde o governo federal tem ampla maioria para aprovar o texto originalmente editado pelo Executivo. A oposição, porém, vai insistir na sua aprovação com o argumento de que poderia evitar o aumento da defasagem na correção. "Hoje a defasagem já alcança patamar superior a 60%, conforme cálculos dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil. Dessa forma,a emenda garante uma maior justiça tributária para o contribuinte", disse o tucano ao justificar a emenda. Para o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), a correção de 4,5% é um "escândalo". "A presidente Dilma recebeu um aumento de 134%, os parlamentares aumentaram seus salários em mais de 60% e agora o governo tem a cara de pau de querer corrigir o IR abaixo da inflação", afirmou. O PPS ainda apresentou outras emendas para tornar permanente o desconto no Imposto de Renda daquilo que foi pago aos trabalhadores domésticos. O partido também quer permitir a dedução integral dos gastos com educação. CORREÇÃO Na medida provisória publicada na semana passada, o governo determinou que a correção de 4,5% seja feita até 2014. Com isso, quer evitar o embate anual com centrais sindicais e o Congresso, a exemplo do que ocorreu com o reajuste do salário mínimo. O percentual utilizado equivale ao centro da meta para a inflação, embora a expectativa do mercado e do governo seja de que a alta dos preços vai superar 4,5%. Em quatro anos, o governo deixará de arrecadar R$ 9,37 bilhões com a correção. Os governistas se articulam para derrubar as emendas da oposição para evitar que a queda na arrecadação seja ainda maior.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL