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BRASIL
Sábado, 02 de Junho de 2001, 15h:59

BAHIA

Oposição dividida pode manter ACM no poder

Se depender da oposição, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães vai continuar a dominar com facilidade o eleitorado baiano. Não existe qualquer possibilidade de que as correntes anticarlistas marchem unidas nas eleições de 2002. Os três maiores partidos, PSDB, PT e PMDB devem lançar candidatos próprios para governador no primeiro turno da eleição do ano que vem. Como as intenções de voto de qualquer membro do clã dos Magalhães ultrapassa hoje os 50%, é bem provável que o PFL consiga emplacar o governador pela quinta vez seguida. E além do governo, as duas vagas de senadores, uma bancada respeitável de deputados federais e deputados estaduais. "União só no segundo turno", diz o deputado federal Walter Pinheiro, líder do PT na Câmara dos Deputados. A oposição vive uma situação inusitada. Em Brasília, três dos líderes mais importantes partidos na Câmara são baianos e fazem oposição a Antonio Carlos. Além de Pinheiro no PT, destacam-se Jutahy Júnior, no PSDB, e Geddel Vieira Lima no PMDB. Em qualquer outro estado, a posição de líder os alçaria imediatamente a uma situação confortável para sonhar com o governo do estado. Na Bahia, nenhum deles aparece com mais de 5% nas pesquisas para o governo.

Edição EDIÇÃO 16962




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