O saldo de mortos durante confrontos já está em 138
O governo do Egito deu ordens às Forças Armadas para que não usem a força contra os milhares de manifestantes que há sete dias protestam nas ruas das maiores cidades do país exigindo a renúncia do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder, informa a agência estatal de notícias Mena. O papel dos militares na crise política egípcia tem sido alvo de debates. Desde o início os soldados têm cumprido ordens de conter os protestos, primeiramente com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, embora em certos momentos tenham usado munição real. O saldo de mortos durante os confrontos já está em 138. Dada a situação caótica no país, no entanto, os números são desencontrados e não há dados oficiais confiáveis. De maneira geral, no entanto, o Exército tem sido passivo ao deixar que manifestantes colem cartazes nos tanques e em muitos momentos as tropas sinalizam que apoiam os protestos. AEROPORTOS Ontem, os esforços para retirar estrangeiros do Egito se intensificaram. Governos de vários países, companhias aéreas e agências de turismo trabalham em conjunto para retirar as pessoas que tentam deixar o país. A embaixada dos EUA no Cairo disse que começou a retirar os cidadãos do país que desejem seguir para países na Europa. A secretária-assistente de Estado para assuntos consulares, Janice Jacobs, disse que cerca de 2.400 americanos pediram ajuda para deixar o Egito. Mais de 52 mil estão registrados junto à embaixada no Cairo. De acordo com um porta-voz da embaixada, citado pela mídia local, oito aviões devem deixar o Egito hoje levando cerca de 1.000 passageiros.